Publicado em 06/07/2026 às 17h00.

Vereador celebra retirada de APP de edital do antigo Centro de Convenções

Alteração atende a uma das principais reivindicações feitas por Claudio Tinoco

Redação
Foto: Divulgação

 

O vereador Claudio Tinoco (União Brasil) comemorou a retirada da Área de Preservação Permanente (APP) do novo edital de venda da área do antigo Centro de Convenções da Bahia. A alteração atende a uma das principais reivindicações feitas pelo parlamentar desde a publicação da primeira versão do edital, que incluía cerca de 71 mil metros quadrados de área protegida.

Presidente da Comissão Especial de Acompanhamento dos Investimentos na Baía de Todos-os-Santos e Orla da Câmara de Salvador, Tinoco afirmou ter conduzido discussões sobre o tema com moradores, especialistas e representantes de entidades ambientais. Segundo ele, a inclusão da APP comprometia a segurança jurídica do processo e colocava em risco uma área de proteção ambiental.

“Recebo essa mudança como uma vitória da nossa atuação. Desde o primeiro momento defendemos que a APP não poderia ser tratada como um ativo imobiliário”, afirmou.

O vereador disse que continuará acompanhando a condução do processo de alienação da área e defendeu que o espaço receba um empreendimento compatível com sua localização e importância para a capital baiana.

“Durante anos lutamos para que o antigo Centro de Convenções fosse recuperado. Depois do desabamento, defendemos sua reconstrução porque aquele era um patrimônio dos baianos. Infelizmente, o governo optou pelo abandono, permitindo que um equipamento estratégico se deteriorasse até chegar a esse ponto”, afirmou o parlamentar.

“Agora, já que a decisão foi vender a área, esperamos que a iniciativa privada possa transformar aquele espaço em um novo vetor de desenvolvimento para a cidade, gerando investimentos, empregos e devolvendo à população uma área hoje degradada, sempre com respeito ao meio ambiente e às áreas protegidas”, completou.

Apesar de considerar a retirada da APP um avanço, Tinoco afirmou que o projeto para a área deverá observar critérios de sustentabilidade e planejamento urbano. “Nossa luta sempre foi para que Salvador não perdesse esse patrimônio e para que as áreas ambientais fossem preservadas. Vamos continuar fiscalizando para que o interesse público prevaleça em todas as etapas desse processo.”

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