Publicado em 24/07/2026 às 14h48.

Ronaldo Mansur critica Jerônimo e diz que Bahia precisa mudar combate ao crime

A declaração foi feita durante a convenção que oficializou sua candidatura ao Governo da Bahia

Luana Neiva / André Souza
Foto: André Souza / bahia.ba

Durante a convenção que, nesta sexta-feira (24), oficializou sua candidatura ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur criticou a atuação do governador Jerônimo Rodrigues (PT) no enfrentamento ao crime organizado e afirmou que pretende mudar a política de segurança pública do Estado caso seja eleito.

Ao comentar a segurança pública, Mansur afirmou que o governador não teve coragem para enfrentar as organizações criminosas e defendeu uma atuação baseada em inteligência e integração entre os governos estadual, federal e os municípios.

“O governador atual não teve coragem para enfrentar o crime organizado. Enfrentar o crime organizado não é invadir o morro, não é invadir favelas. Tem que invadir onde os donos do crime, os produtores de droga moram. Eles não moram nas favelas, moram nos condomínios de luxo. O governo não tem política para combater o crime organizado, que deve combater junto com o governo federal e com os municípios”, declarou.

O candidato afirmou ainda que pretende valorizar os trabalhadores da segurança pública, ampliar o efetivo da Polícia Civil, aumentar o número de investigadores e fortalecer a política de inteligência para prevenir a atuação das organizações criminosas.

Auditoria e mudanças no REDA

Na área administrativa, Ronaldo Mansur afirmou que, caso seja eleito, pretende realizar uma auditoria em todas as empresas que prestam serviços ao Governo do Estado. Ele também prometeu mudar a forma como o Regime Especial de Direito Administrativo (REDA) é utilizado atualmente.

“Nós vamos acabar com o REDA da forma como o governo utiliza o REDA. Porque ele serve nada mais do que cabide de emprego para os interesses do Governo do Estado, de secretários e deputados, onde eles fazem o loteamento”, afirmou.

Segundo o candidato, o modelo atual também prejudica a educação, já que muitos professores contratados pelo regime trabalham sem condições adequadas e sem valorização profissional. Para Mansur, essa situação impacta diretamente a qualidade do ensino oferecido aos estudantes.

Candidatura construída coletivamente

Por fim, Mansur destacou que sua escolha para disputar o Palácio de Ondina foi construída em conjunto com dirigentes e parlamentares da federação e ressaltou sua trajetória de mais de duas décadas no partido.

“Foi uma decisão coletiva com a Rede, com o PSOL, com os nossos parlamentares e dirigentes. A gente vem construindo o PSOL há 22 anos, desde a fundação. Conheço a Bahia de perto e acredito que temos experiência para ajudar a mudar a realidade da população baiana”, afirmou.

Luana Neiva
Jornalista formada pela Estácio Bahia com experiências profissionais em redações, assessoria de imprensa e produção de rádio. Possui passagens no BNews, iBahia, Secom e Texto&Cia.

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