Um acidente de trabalho ocorrido no último sábado (25), nas dependências da Fixar Industrial, em Camaçari, foi denunciado pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari, nesta quarta-feira (29). De acordo com Júlio Bonfim, presidente do sindicato, o homem está aguardando cirurgia no Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador. Não foi informado o atual estado de saúde da vítima.
Segundo as informações, o acidente ocorreu durante o segundo turno de trabalho, durante a operação de um equipamento de corte de fita. De acordo com as informações do sindicato, o equipamento que causou o acidente deveria ser usado por apenas uma pessoa, mas que, apesar disso, a máquina foi acionada por outra pessoa envolvida no processo, causando o acidente.
O bahia.ba tentou contato com a Fixar Industrial, mas, até o momento, não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.
Trabalhador precisou ser operado em Salvador
O trabalhador que sofreu o acidente foi levado para o Hospital Geral de Camaçari (HGC) e, posteriormente, transferido para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Salvador, onde aguardou procedimento cirúrgico desde domingo (26).
Ao bahia.ba, Júlio Bonfim informou que não há previsão para que ele seja atendido e disse que o correto era a Fixar Industrial deveria ter encaminhado o homem para um hospital particular.
As imagens publicadas pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari em um dos perfis da organização nas redes sociais mostram um corte profundo no braço do trabalhador.
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Sindicato pede atuação do MPT
Diante da situação, o Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari exigiu que a Superintendência Regional do Trabalho (SRT-BA), do Ministério Público do Trabalho (MPT) e o CEREST (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador) investiguem o acidente e realizem “uma ampla fiscalização das condições de saúde e segurança na empresa, verificando possíveis riscos, falhas nos processos e irregularidades.”
A organização pede, ainda, que a empresa emita imediatamente a Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), garantindo ao trabalhador todos os direitos previdenciários e trabalhistas decorrentes do acidente.
“Caso o trabalhador apresente sequelas permanentes que reduzam sua capacidade laboral, o Sindicato defenderá a aplicação da Cláusula 37ª da Convenção Coletiva, assegurando, após eventual reabilitação profissional pelo INSS, seu retorno em atividade compatível com sua condição física, com preservação de todos os direitos trabalhistas, previdenciários e da futura aposentadoria.”

