Mansur critica polarização e rebate pesquisa: ‘Quem contrata coloca o maestro’

    Candidato do PSOL critica exclusão de alternativas e vê incoerência na disputa

    Foto: Reprodução/Instagram

    O candidato ao governo da Bahia pelo PSOL, Ronaldo Mansur, descredibilizou o resultado da nova pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (29) e, em entrevista exclusiva ao bahia.ba, ironizou o controle das sondagens eleitorais.

    Com 1% das intenções de voto no levantamento, Mansur minimizou os dados atuais. “A gente acha que a pesquisa ela é importante, agora, quem contrata a pesquisa coloca o maestro e os músicos”, disse.

    Apesar do índice inicial, Mansur demonstrou otimismo e previu uma mudança de cenário com o início do período oficial de propaganda no próximo mês.

    “Nós estamos ainda começando a nossa campanha. A campanha oficial começa no dia 16 de agosto. A partir daí, a candidatura começa a ser conhecida, nós vamos ter debates, entrevistas, e passamos a ser um pouco mais conhecidos e vamos avançar nas pesquisas”, projetou.

    Mansur critica polarização

    Na sequência, o candidato atribuiu o seu desempenho atual à falta de espaço na cobertura midiática, apontando que a imprensa livre promove uma polarização prejudicial ao debate democrático.

    “O que nós vemos é que uma parte, um setor da mídia, ela polariza entre as outras duas candidaturas”, afirmou o integrante do PSOL, fazendo referência ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), que pontuou 39%, e ao atual governador Jerônimo Rodrigues (PT), que aparece com 38% em cenário de empate técnico.

    Para Mansur, a invisibilização de candidaturas alternativas restringe o conhecimento dos eleitores baianos.

    “Se essa imprensa livre ela polariza entre duas candidaturas e uma ou outras candidaturas elas ficam jogadas às margens, invisibilizadas, obviamente que o eleitor sequer terá conhecimento que existem outras alternativas políticas. E é isso que acontece”, completou.