Um tornado atingiu três cidades da região Noroeste do Rio Grande do Sul no início da noite de terça-feira (28), causando destruição, deixando feridos e provocando prejuízos em diversas comunidades.
O fenômeno foi registrado nos municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho e, segundo a Defesa Civil, está associado à formação de uma supercélula, um dos tipos mais severos de tempestade.
De acordo com os órgãos de monitoramento, ao menos sete pessoas ficaram feridas durante a passagem do tornado. Além disso, residências foram destruídas, árvores e postes caíram e dezenas de famílias foram afetadas pelos fortes ventos.
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Casas destruídas e feridos
Em Sete de Setembro, duas residências foram completamente destruídas e três pessoas precisaram de atendimento médico após ficarem feridas durante o temporal.
Já em Giruá, uma das cidades mais afetadas, o tornado atingiu comunidades rurais como Rincão dos Coimbras, Rincão dos Mellos, Rincão dos Ribeiros, Amaral e Melgarejo. Segundo a prefeitura, diversas casas sofreram danos severos, inúmeras árvores foram derrubadas e quatro pessoas ficaram feridas. Também houve registro de granizo de fraca intensidade.
Em Senador Salgado Filho, ao menos 12 residências foram atingidas. A Defesa Civil local informou que cerca de 50 pessoas foram afetadas por destelhamentos, queda de árvores e danos à rede elétrica.
Fenômeno foi causado por supercélula
O Centro de Monitoramento da Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que o tornado ocorreu por volta das 18h25 e estava associado a uma supercélula, estrutura atmosférica caracterizada por uma corrente ascendente giratória chamada mesociclone.
“Supercélulas comumente causam granizo de grande tamanho e rajadas de vento intensas e, em algumas ocasiões, tornados”, informou o órgão.
Imagens de radar meteorológico de Chapecó, em Santa Catarina, registraram a tempestade sobre o território gaúcho. No entanto, a distância entre o radar e a área atingida dificultou a identificação prévia do tornado.
Segundo a Defesa Civil, o equipamento estava a mais de 200 quilômetros do local da ocorrência e que o feixe mais baixo do radar monitorava a atmosfera a cerca de 4,5 quilômetros de altura, impossibilitando a detecção da rotação próxima ao solo que caracteriza o fenômeno.
Apesar disso, um alerta laranja para tempestades severas, com risco de granizo e rajadas intensas de vento, havia sido emitido para a região ainda na tarde de terça-feira.

