Publicado em 30/07/2026 às 10h33.

Após propor salário mínimo diferenciado na Bahia, candidato detalha valores

Marcelo Carvalho avalia viabilidade industrial do estado para aplicação da medida

Pevê Araújo
Foto: André Souza / bahia.ba

 

O candidato ao Senado pela Federação PSOL-Rede Sustentabilidade da Bahia, Marcelo Carvalho (Rede), detalhou suas propostas para o cenário eleitoral e criticou a influência de grupos tradicionais na política do estado em entrevista exclusiva ao bahia.ba na manhã desta quinta-feira (30).

Ausente do levantamento recente da pesquisa Quaest por ter tido a postulação homologada no dia 25 de julho, data posterior ao início da coleta de dados, o político afirmou que seu nome passará a constar nas próximas sondagens e defendeu a necessidade de romper com o atual cenário político.

“Por que que o voto ao Senado tem que ser o voto sempre no mesmo grupo, hegemônico naquele grupo que indica, nesses conglomerados empresariais que tomaram conta, que sequestraram o Estado para si?”, questionou.

Marcelo Carvalho fala sobre salário mínimo estadual

A principal bandeira da sua campanha é a instituição de um salário mínimo regional na Bahia fixado em R$ 1.850,00, valor superior ao piso nacional. Ele justificou que a medida só não é adotada por falta de vontade política, já que o estado possui capacidade industrial para arcar com o valor.

Na área de segurança pública, apontada pelo candidato como o “calcanhar de Aquiles do governo do estado”, Carvalho propôs a valorização das polícias Civil e Militar, além do aumento do efetivo do Corpo de Bombeiros, que considera insuficiente.

Ele associou o combate à violência à necessidade de integração com a educação, com foco na geração de empregos e qualificação profissional para os jovens, além de criticar os atuais índices baianos de alfabetização e saúde básica.

Ponte Salvador-Itaparica

Sobre a infraestrutura, o postulante defendeu a execução da Ponte Salvador-Itaparica por considerá-la um projeto essencial para a mobilidade e a economia regional, cobrando capacidade de realização do governo baiano em parceria com a esfera federal e citando a precariedade dos transportes públicos e da BR-324.

“Essa ponte Salvador e Itaparica tem que acontecer porque é um projeto de Estado, não é um projeto de modelo de governo”, afirmou.

No plano político nacional, o candidato reafirmou o apoio da federação PSOL-Rede ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como medida de proteção democrática, mas ressaltou que manterá uma postura de cobrança e diálogo para garantir a eficácia na entrega das políticas públicas federais.

“Você não pode simplesmente querer lavar o menino na bacia e jogar o menino com a água suja fora. A gente dentro de casa debate os temas com o governo federal pedindo que ele possa ser mais eficaz”, concluiu.

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