Publicado em 30/07/2026 às 20h10.

Clube brasileiro recebe proposta de R$ 1 bilhão para se tornar SAF

Documento detalha divisão dos recursos, investimentos previstos e modelo de gestão apresentado

Rodrigo Fernandes
Foto: Divulgação

 

A Ponte Preta recebeu uma proposta de R$ 1 bilhão para transformar o futebol do clube em Sociedade Anônima do Futebol (SAF). O documento detalha como os recursos seriam distribuídos entre investimentos na estrutura, futebol, pagamento de dívidas e administração da futura empresa, embora as negociações ainda não tenham sido concluídas.

Do montante previsto, R$ 400 milhões seriam destinados à modernização do Estádio Moisés Lucarelli e do Centro de Treinamento. O projeto inclui a construção de uma arena multiuso com capacidade para aproximadamente 21 mil torcedores, preparada para receber também shows e eventos corporativos.

Outros R$ 300 milhões seriam investidos no futebol profissional e nas categorias de base ao longo de dez anos, com aportes anuais de R$ 30 milhões. A proposta ainda reserva mais R$ 300 milhões para o pagamento das dívidas da associação.

Apesar da negociação envolver o principal patrimônio do clube, o Moisés Lucarelli permaneceria pertencendo à Ponte Preta. O estádio, assim como o Centro de Treinamento do Jardim Eulina e a unidade Paineiras, ficaria fora da operação societária.

Pelo modelo apresentado, no entanto, o estádio seria cedido à SAF por meio de um contrato de comodato com duração inicial de 30 anos e possibilidade de renovação automática por mais três décadas.

Durante esse período, a empresa assumiria a exploração comercial do local, incluindo receitas provenientes de partidas, camarotes, publicidade, bares e eventos. A divisão proposta prevê que 85% dessas receitas fiquem com a SAF, enquanto os 15% restantes seriam destinados à associação, percentual que ainda é discutido pelas partes.

A minuta também determina que a futura controladora ficará responsável pela administração do futebol profissional e das categorias de base.

O Conselho de Administração teria cinco integrantes, sendo quatro indicados pelo investidor e um pela associação. O modelo ainda prevê que membros da atual diretoria não integrem a estrutura executiva da empresa.

Outro ponto previsto é um aporte inicial de R$ 10 milhões ao clube. A liberação dos recursos dependerá do cumprimento das exigências jurídicas e financeiras estabelecidas no contrato.

Mesmo sem participar da gestão da SAF, a associação permaneceria responsável por acompanhar e fiscalizar o cumprimento das obrigações assumidas pelo investidor.

A proposta ainda será analisada pelo Conselho Deliberativo da Ponte Preta. Caso avance nessa etapa, o projeto seguirá para votação dos associados, que decidirão sobre a implementação da SAF no clube.

Rodrigo Fernandes
Jornalista, repórter e produtor de conteúdo. Com experiência em redação e marketing digital, faz cobertura de Esportes no bahia.ba. Antes disso, foi editor do In Magazine – Portal iG e repórter do Portal M! – Muita Informação.

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