PT quer ampliar bancada na ALBA e Câmara, projeta Tássio Brito

    O presidente do PT-BA também comentou o impasse envolvendo o vereador André Fraga na federação

    Foto: Daniel Serrano/bahia.ba

    O presidente estadual do PT Bahia, Tássio Brito, afirmou nesta sexta-feira (31) que a legenda pretende ampliar as bancadas na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) e na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A declaração foi dada durante a convenção do partido, realizada na sede da sigla, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.

    O evento oficializou as candidaturas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) à reeleição, além das candidaturas dos senadores Jaques Wagner (PT) e Rui Costa (PT) ao Senado Federal, bem como dos postulantes à Câmara dos Deputados e à ALBA.

    PT quer fortalecer base de apoio de Lula e Jerônimo

    Segundo Tássio Brito, o fortalecimento da representação petista no Legislativo é considerado estratégico para garantir governabilidade nos âmbitos estadual e federal.

    “A gente sabe que para governar o Brasil e a Bahia, até pela forma como a nossa democracia ela é constituída, nós temos que ter força no Parlamento, então nós estamos montando uma chapa federal muito forte, uma chapa estadual muito forte para que a gente possa ampliar o número de deputados e deputadas, tanto na Câmara Federal quanto na Assembleia Legislativa”, afirmou.

    Atualmente, o PT possui sete deputados federais e dez deputados estaduais. A expectativa da direção estadual é ampliar esse número após as eleições.

    “Hoje nós temos sete parlamentares federais e dez estaduais, a nossa expectativa é que a gente consiga ampliar esse número um pouquinho para a gente dar mais condições para o nosso presidente Lula trabalhar e do nosso governador Jerônimo”, acrescentou.

    Renovação da bancada é uma das metas do partido

    O dirigente também destacou que o partido pretende equilibrar a permanência de parlamentares experientes com a entrada de novos nomes na política baiana.

    “A gente quer manter os nossos quadros, que construíram a nossa história até aqui, que construíram esse partido até aqui, é importante o mandato deles e delas e nós queremos também ampliar com essa galera nova que está chegando.”

    Tássio ressaltou ainda que a chapa contará com diversos jovens candidatos. “Nós temos uma chapa de muita gente jovem (…). A expectativa nossa é que a gente consiga fazer essa mescla, de ter a nossa bancada que construiu o partido e uma renovação também da nossa cara para o mundo da política baiana”, declarou.

    Tássio comenta impasse sobre André Fraga na federação

    Durante a entrevista, o presidente do PT também comentou a situação do vereador André Fraga (PV), que teve o nome rejeitado pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia.

    Segundo Tássio, a composição das chapas leva em consideração o alinhamento político dos candidatos com o projeto defendido pela federação.

    “Obviamente que a atuação política do vereador André Fraga, ela destoa da construção política desse grupo político nosso. E quando o nome dele foi levado para a direção nacional da federação, a direção nacional compreendeu que ele não faz parte do projeto político que a gente toca aqui na Bahia”, afirmou.

    Para o dirigente petista, a decisão não representa um veto pessoal ao vereador, mas uma escolha baseada na identidade política da federação.

    “Não é uma questão de barrar ou não candidatura, é uma questão de que todo mundo, quando monta seu partido e suas candidaturas, monta com aqueles e aquelas que defendem um projeto político.”

    Ele ainda acrescentou que a candidatura de André Fraga seria incompatível com o projeto defendido pela federação.

    “Eu acho que seria ruim até com o próprio André Fraga, ele participar de uma chapa de um projeto que ele não acredita. Ele não vai fazer campanha para o governador Jerônimo Rodrigues, então acho que é até razoável para ele também não precisar passar por esse processo”, disse.

    Petista diz confiar na Justiça em eventual recurso

    Questionado sobre a possibilidade de judicialização do caso, Tássio afirmou que recorrer ao Judiciário é um direito, mas demonstrou confiança na autonomia das instâncias partidárias.

    “A Justiça é o caminho da democracia. Todo mundo, num país democrático, tem direito de, ao se achar injustiçado, procurar a Justiça.”

    Na avaliação do dirigente, a decisão sobre a composição das chapas cabe à direção da federação.

    “Tenho plena convicção de que o partido e a federação têm a prerrogativa de construir suas candidaturas. Acredito que a Justiça, se for o caso de judicializar, vai fazer o que ela sempre fez, que é legitimar as instâncias partidárias e a direção da federação”, concluiu.