Publicado em 31/07/2026 às 14h43.

Pedro Maia defende parceria com fundações em evento do MP

Procurador-geral de Justiça afirmou que trabalhadores do terceiro setor são movidos pelo "gostar de gente, lidar com gente, servir ao social"

Aline Gama
Foto: Aline Gama / Bahia.ba

 

O procurador-geral de justiça da Bahia, Pedro Maia, discursou na abertura do 1º Fórum Estadual de Fundações da Bahia, realizado nesta sexta-feira (31) na sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), em Salvador. O evento conta com apoio institucional da Fundação Maria Emília e da Fundação Irmã Dulce.

Maia relacionou a trajetória histórica do Ministério Público à atuação atual da instituição. Segundo ele, o marco institucional se deu com a Constituição Federal de 1988, quando o MP deixou de ser vinculado ao Executivo ou ao Judiciário e à defesa da coroa. “E passa a ser a instituição do povo brasileiro”, afirmou.

Ele descreveu o Ministério Público como “a própria Constituição Federal em movimento na efetivação dos direitos fundamentais, a instituição que é garantidora do regime democrático, guardiã da cidadania e acima de tudo, a indutora das políticas públicas na efetivação dos direitos fundamentais”.

O procurador-geral avaliou que, em 2026, a instituição está madura para cumprir o que chamou de “sonho do legislador constituinte”: atuar ao lado dos três Poderes, em colaboração e diálogo, e também com a sociedade civil organizada, o terceiro setor, o setor produtivo e os movimentos sociais. Ele mencionou os desafios específicos do estado. “Num estado como a Bahia de tanta beleza e tanta história, mas também de tanta dificuldades, de tanta desigualdade, de um tecido social esgarçado, que decorre de um processo de colonização que nos trouxe até esse momento”, declarou.

Pedro Maia afirmou que há “uma responsabilidade histórica” de reverenciar o passado e, ao mesmo tempo, construir o futuro por meio de “uma construção coletiva” baseada no diálogo. Ele citou a Bahia como exemplo para o Brasil “de entendimento entre as instituições, com a sociedade civil”. Sobre o papel do MP, disse que a instituição deve ser “muito mais do que um simples fiscal” e atuar como “parceiro”.

O fórum, segundo ele, é “um espaço para construir essas conexões, construir essa rede colaborativa, que sem dúvida alguma vai servir para algo que é maior do que qualquer um de nós, algo que é maior do que as organizações, as instituições que nós representamos, que é o bem do povo da Bahia”. Ao finalizar, o procurador-geral destacou o que, em sua visão, une os trabalhadores do terceiro setor: “o propósito e o gostar de gente, lidar com gente, servir ao social”.

Carlinhos Brown no evento

Em participação no 1º Fórum Estadual de Fundações da Bahia, realizado pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA), o cantor e compositor Carlinhos Brown apresentou uma análise sobre a relação entre cultura, políticas públicas e desenvolvimento social. Durante sua fala, o artista defendeu a continuidade de ações culturais como as desenvolvidas na Guetto Square e no Pelourinho, além da criação de novos espaços de expressão.

Aline Gama
Advogada formada pela UniRuy (2019), com pós-graduação em Direito Público pela Baiana de Direito (2022) e Jornalista pela Unijorge. Já atuou como Social Media no portal iBahia, repórter da coluna de Justiça no Bahia Notícias e atualmente é editora de Justiça no Bahia.ba.

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