Publicado em 31/07/2026 às 21h56.

‘Incompetente e autoritário’, diz Ronaldo Mansur sobre a gestão de Jerônimo

Candidato ao governo afirma que “existe um desgaste de Jerônimo” devido a segurança, saúde e educação

Gabriela Encinas
Foto: Divulgação

 

O candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), fez duras críticas à gestão do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e afirmou que o governo enfrenta um desgaste em razão de problemas nas áreas de segurança pública, educação e saúde. Em entrevista concedida ao bahia.ba nesta sexta-feira (31), o psolista também afirmou que a atual administração adota práticas que, segundo ele, contrariam a trajetória histórica do Partido dos Trabalhadores. “Existe aí um desgaste de Jerônimo”, declarou.

O psolista questionou a terceirização da mão de obra na rede estadual de saúde, e afirmou que “o último concurso público na área da saúde na Bahia foi em 2008. O governo Jerônimo optou pela pejotização e por terceirizar a mão de obra na área da saúde”, declarou. Mansur também atribuiu críticas ao desempenho do governo na educação, na avaliação de Mansur, a condução das políticas públicas nesses setores contribuiu para um cenário de insatisfação.

Candidato diz que o governador foi “incompetente” e “autoritário”

Foi incompetente na área da educação. Foi um autoritário chamando os professores de autoritários por se recusarem a aprovar automaticamente alunos que não alcançavam uma média mínima. E esse processo que ele faz da área de saúde, na privatização dos serviços da área de saúde, onde constroem hospitais, mas terceiriza, privatiza a mão de obra”, criticou.

Mansur ainda afirmou que o governo atual faz o oposto ao que o PT tradicionalmente defendeu. “O último concurso público na área da saúde na Bahia foi em 2008. O governo Jerônimo optou pela pejotização e por terceirizar a mão de obra na área da saúde. E isso é um contrassenso, é uma incoerência de toda a luta que lutadores do PT e sindicalistas lutaram contra a precarização do serviço público. E hoje o governo faz o inverso. Ele segue todo o rito carlista”, afirmou.

Ele ainda disse que existe uma tentativa de mascarar os caos que está a situação, que tentam esconder os problemas enfrentados pela população. “Então nós temos um caos. Existe uma maquiagem”, afirmou.

Estratégia do PSOL na campanha ao Governo da Bahia

Ao comentar a estratégia eleitoral do PSOL, Mansur afirmou que a legenda pretende ampliar sua presença entre diferentes perfis de eleitores durante a campanha de 2026. Segundo ele, o partido já possui uma base consolidada de apoio, mas busca fortalecer o diálogo principalmente com a juventude.

“O nosso objetivo é atingir todos os setores. Agora, é claro, a gente precisa se adaptar ao linguajar da juventude, a dialogar com a juventude”, afirmou. O candidato reconheceu, porém, que o partido ainda encontra dificuldades para ampliar sua presença nas periferias, mas que isso também é complicado para o PT, que sofre para se “infiltrar” em certas localidades.

Apesar disso, ele afirmou que o PSOL pretende intensificar sua atuação durante a campanha para alcançar novos eleitores e consolidar uma alternativa na disputa pelo Governo da Bahia. “A gente tem dificuldades hoje em entrar com um percentual significativo nas periferias de Salvador. Existe uma cultura política que está enraizada que nem o PT consegue ter tanta infiltração assim. É muito difícil, mas a nossa intenção é a gente entrar em todos os setores”, concluiu.

Gabriela Encinas
Jornalista nascida em Salvador, com origens em Xique-Xique, no interior da Bahia, e com cidadania espanhola. Já trabalhou na produção da Band Bahia TV, atuou como repórter de Política no site Taktá e no site Panorama da Bahia.

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