Perícia que constatou IA em plano de governo é ‘inconclusiva’, diz ACM Neto

    O candidato disse ainda que a única coisa em que foi usada IA no projeto foram a correção ortográfica e a revisão de dados públicos

    ACM Neto nega uso de IA em plano de governo (Foto: bahia.ba)

    O candidato a governador da Bahia, ACM Neto (União Brasil), rebateu a informação de que o plano de governo apresentado por ele e sua base teria sido feito utilizando IA (Inteligência Artificial) nesta segunda-feira (2). “Completamente inconclusiva e completamente equivocada”, disse o político.

    Em entrevista ao bahia.ba, Neto afirmou que todas as propostas que constam no plano de governo foram debatidas entre a equipe e com base no resultado do projeto “Sua Voz é a Nossa Voz”.

    O candidato disse ainda que a única coisa em que foi usada IA no projeto foram a correção ortográfica e a revisão de dados públicos e oficiais, como os dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística)

    “Todas as propostas, ideias e projetos, todos foram elaborados por nós, inclusive, com a participação direta minha. Perdi a conta de quantas vezes me reuni com a equipe para discutir cada item, muitas vezes escrevendo eu, pessoalmente, a redação de uma série de propostas”, declarou. “Essa perícia isso aí não existe. É uma coisa completamente falha e que não tem qualquer respaldo”.

    Perícia aponta uso de IA em plano de governo de ACM Neto

    Uma perícia feita pela especialista em propriedade intelectual Caroline Nunes diz que o plano de governo do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) para a disputa pelo Governo da Bahia apresenta 56,7% de probabilidade de origem sintética. As informações foram divulgadas pela coluna da jornalista Mônica Bergamo, no jornal Folha de São Paulo.

    De acordo com o parecer, o resultado sugere que o documento pode ter sido parcialmente redigido ou reescrito com auxílio de inteligência artificial (IA).

    O estudo analisou integralmente o programa de governo e identificou o que classificou como uma “dispersão incompatível com autoria única e homogênea”. Os trechos avaliados variaram entre 0% e 91% de probabilidade de origem sintética, sugerindo uma combinação entre escrita humana e recursos de IA.