Publicado em 04/08/2026 às 21h03.

Flavinho celebra nova fase do Pagod’art e conquista de público jovem

Cantor diz que banda se reinventou sem perder a essência e aposta na união do pagode baiano

Marcos Flávio Nascimento
Foto: Marcos Flávio / Bahia.ba

Mais de duas décadas depois de assumir os vocais do Pagod’art, Flavinho vive um momento de renovação. Dono de sucessos que marcaram o pagode baiano dos anos 2000, o cantor acredita que o segredo para continuar relevante foi adaptar o repertório às novas gerações sem abandonar a identidade que transformou a banda em referência do gênero.

Em entrevista ao bahia.ba, durante a gravação do primeiro audiovisual da banda The Play, em Lauro de Freitas, o artista refletiu sobre a própria trajetória e disse que a longevidade exige persistência.

“Nunca é tarde. Em qualquer área de trabalho você tem altos e baixos, e com o Pagod’art não foi diferente. O importante é seguir o fluxo e manter a sua raiz”, afirma.

Flavinho lembrou que entrou para a banda em 2002 e revelou que o grupo enfrentou momentos em que chegou a cogitar encerrar as atividades.

“Se eu disser que a gente já tentou parar várias vezes, faz parte da vida. Mas eu sempre procurei entregar o meu melhor e espero produzir muito mais daqui para frente”, conta.

Reinvenção sem perder a essência

Segundo o cantor, parte dessa permanência passa pela forma como o Pagod’art atualizou seu repertório para dialogar com o público mais jovem, mas sem abrir mão dos princípios que marcaram sua história.

Ele cita músicas como “Posso Perguntar”, que conquistaram espaço entre crianças e adolescentes, e explica que houve um cuidado especial na construção das letras.

“A gente entendeu que precisava mesclar com essa nova geração, mas sem perder a nossa linha de raiz, sem perder o respeito à mulher e à criança. Conseguimos fazer isso e hoje os pais levam os filhos para os shows. É muito gratificante”, afirma.

Para Flavinho, ver diferentes gerações cantando as músicas da banda confirma que o caminho escolhido foi o correto.

União fortalece o pagode baiano

Outro ponto destacado pelo artista foi a aproximação entre nomes consagrados e a nova geração do pagode baiano. Na avaliação dele, as parcerias têm fortalecido toda a cena musical.

“Só tenho a agradecer. O sol brilha para todos. Eles entendem que precisam da gente, assim como a gente precisa deles. Essa união é surreal”, diz.

Flavinho revelou que essa parceria vai além do palco e também acontece nos bastidores, inclusive dividindo custos de produções audiovisuais entre diferentes artistas.

“Às vezes quero gravar um clipe e chamo um parceiro. O investimento é dividido, mas a entrega nas redes sociais é para todo mundo. Gravei recentemente com Lincoln e com Márcio Victor. Isso fortalece o trabalho de todas as bandas”, afirma.

Aos 46 anos, o cantor também diz buscar inspiração em nomes como Beto Jamaica e Compadre Washington, do É o Tchan, artistas que, segundo ele, provaram que é possível atravessar gerações mantendo espaço no mercado.

“Eles me dão muitos conselhos. Eu procuro aprender com quem veio antes e seguir essa caminhada entregando tudo nas mãos de Deus”, conclui.

Marcos Flávio Nascimento
Jornalista com experiência em cidades, política, entretenimento e comunicação digital. Atuou no iG, além de passagem pela Approach Comunicação, com foco em conteúdo de negócios, tecnologia e investimentos. Foi coordenador de comunicação na SECIS/Prefeitura de Salvador e assessor parlamentar, liderando equipes e estratégias de conteúdo. Atualmente, é repórter no portal Bahia.ba e Portal Esfera.

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