Angela Fraga destaca diversidade da Flipelô 2026: ‘Tem para todo gosto’

    Presidente da Fundação Casa de Jorge Amado também celebrou a consolidação do festival ao longo de uma década

    Foto: Luiza Gonçalves / bahia.ba

    A diversidade de públicos é um dos principais destaques da 10ª edição da Festa Literária Internacional do Pelourinho (Flipelô), que começou na noite desta quarta-feira (5), no Centro Histórico de Salvador.

    Em entrevista ao bahia.ba, a diretora da Fundação Casa de Jorge Amado, Angela Fraga, afirmou que o festival chega à sua décima edição com uma programação mais ampla, distribuída por novos espaços no Pelourinho e voltada a leitores de todas as idades.

    “A gente sempre tem crescido. São dez anos de evento e o que a gente vê é que a programação está mais vasta, ocupando mais espaços”, destacou Angela Fraga.

    “Tem para todo gosto. Eu acho que uma característica bem específica da Flipelô é essa diversidade de públicos, porque a gente tem o público jovem na Vila Literária, com autores independentes e editoras baianas, e também o espaço infantil Mavel Veloz, com muita programação para as crianças”.

    A edição de 2026 da Flipelô presta homenagem à poeta, jornalista e gestora cultural baiana Myriam Fraga (1937-2016), idealizadora da feira literária e presidente da Fundação Casa de Jorge Amado por três décadas. Ao longo da programação, o festival reúne debates, lançamentos de livros, apresentações musicais e atividades culturais gratuitas em diferentes espaços do Centro Histórico de Salvador.

    Homenagem à idealizadora da Flipelô

    Angela Fraga destacou a importância de resgatar e preservar o legado de Myriam Fraga para as novas gerações. Instituidora da fundação ao lado de Jorge Amado e Zélia Gattai, a poeta atuou por 30 anos para transformar o espaço em um polo difusor da arte baiana.

    Como marco da homenagem, a programação infantil da feira contará com o lançamento exclusivo e inédito de um livro de poemas para crianças escrito por Myriam Fraga, com projeto gráfico assinado por Leo Dantas.

    “Jorge Amado desejava que a Fundação não fosse só um arquivo de documentos ou exposição, mas que promovesse a cultura, a literatura e a arte no Pelourinho. Myriam pegou essa missão e idealizou um dia a Flipelô: foi um projeto dela”, pontuou a diretora.

    “Além de tudo, ela era poeta, jornalista e membro da Academia de Letras da Bahia. Ela trabalhou muito em prol da cultura e gostava dessa convivência com jovens escritores e estudantes”.

    A programação da 10ª Flipelô segue até o próximo domingo (9), reunindo nomes de destaque da literatura nacional, como Itamar Vieira Junior, Aline Bei, Carla Madeira, Ana Maria Gonçalves e Bárbara Carine, além de apresentações musicais de artistas como Chico Chico e Ana Mametto.