Publicado em 09/08/2026 às 18h33.

Netanyahu descarta plano de paz de Trump e exige desarmamento total do Hamas

Documento previa a entrega gradual de armas do grupo palestino em troca do recuo progressivo das Forças de Defesa de Israel

Redação

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (9) que o governo israelense rejeitou a proposta de 15 pontos formulada pelo Conselho da Paz do governo dos Estados Unidos para a Faixa de Gaza. O plano, anunciado no fim de julho pelo presidente norte-americano Donald Trump e já aceito pelo Hamas, previa a entrega gradual de armas do grupo palestino a uma autoridade de transição em troca do recuo progressivo das Forças de Defesa de Israel (FDI).

Durante reunião ministerial com seu gabinete, Netanyahu cravou que as forças armadas do país não realizarão qualquer recuo estratégico do território de Gaza antes do desarmamento completo e efetivo do grupo extremista.

Israel não aceita o documento de 15 pontos. As Forças de Defesa de Israel não realizarão nenhuma retirada até que o Hamas seja verdadeiramente desarmado e continuarão a frustrar as ameaças contra nossas forças e cidadãos“, afirmou o primeiro-ministro israelense.

Exigência de desarmamento real

A manifestação de Netanyahu explicita uma nova divergência pública entre o governo israelense e a Casa Branca. Enquanto o Conselho da Paz norte-americano projetava uma transição por etapas — com o envio de uma Força Internacional de Estabilização e a formação de uma nova administração local —, Israel insiste que não aceitará modelos faseados ou parciais.

“E quando digo desarmamento do Hamas, refiro-me a armamento pesado, armamento leve, todo tipo de armamento. Estamos falando de um desarmamento verdadeiro, não de um desarmamento fictício”, pontuou o chefe do Executivo de Israel.

O endurecimento da postura ocorre em um momento de intensa pressão política interna. Netanyahu enfrenta cobranças de aliados de extrema-direita de sua coalizão governamental e busca a reeleição nas eleições legislativas marcadas para 27 de outubro.

Por sua vez, representantes do Hamas declararam à imprensa internacional que o grupo permanece vinculado ao roteiro mediado pelos EUA e solicitaram que Washington pressione o governo de Israel a não travar o processo por motivações eleitorais.

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