Publicado em 10/08/2026 às 13h20.

Empréstimo de R$ 450 milhões liga Master a estádio na Argentina

Empréstimo de R$ 450 milhões do Master à Revee liga o caso a uma concessão de estádio onde o Brasil jogou na Copa de 1978

Daniel Serrano

O escândalo envolvendo o Banco Master chegou à Argentina e pode provocar uma cooperação entre o Ministério Público argentino e a Polícia Federal brasileira. As autoridades analisam possíveis conexões entre alvos da Operação Carbono Oculto e irregularidades na concessão de um complexo esportivo em Mar del Plata, onde a Seleção Brasileira disputou três partidas na Copa do Mundo de 1978. s informações são da coluna de Demétrio Vecchioli, no site Metrópoles

De acordo com a publicação, a concessão do Parque Municipal de los Deportes Teodoro Bronzini envolve a empresa brasileira Revee, ligada à Reag, e uma sociedade argentina relacionada a ex-dirigentes do Banfield. 

O empreendimento também recebeu financiamento do Master e passou a ser investigado no chamado caso Sur Finanzas, que apura suspeitas de lavagem de dinheiro, desvio de recursos e fraude bancária envolvendo a Associação de Futebol Argentina (AFA) e dirigentes esportivos.

A principal ligação é um empréstimo de R$ 450 milhões concedido pelo Master à Revee. Documentos mostram que a operação de crédito foi apresentada durante a licitação como comprovação da capacidade financeira da empresa.

O complexo inclui o Estádio José María Minella, construído para a Copa de 1978, e o ginásio Islas Malvinas. A Revee havia prometido investir US$ 40 milhões para transformar o estádio em uma arena com padrão Fifa para 35 mil pessoas e recuperar o ginásio. 

No entanto, a situação se deteriorou após a concessão. O estádio chegou a ficar sem energia elétrica por falta de pagamento, enquanto dívidas com fornecedores e trabalhadores se aproximavam de R$ 5 milhões.

A concessão foi assinada em julho de 2025. No mês seguinte, a Operação Carbono Oculto teve entre seus alvos João Carlos Mansur, presidente do conselho de administração da Revee.

Na Argentina, Eduardo Spinosa, ex-presidente do Banfield e então dirigente da empresa responsável pelo estádio, também entrou no radar das investigações.

O Ministério Público argentino recebeu um pedido de cooperação judicial com o Brasil para cruzar informações dos dois casos. Até o momento, os procuradores não haviam respondido à solicitação.

Daniel Serrano
Daniel Serrano é baiano de Salvador e atua como repórter de Política no bahia.ba. com passagens pela TV da Câmara Municipal de Salvador e pelos sites Varela Notícias, Radar da Bahia, Política Ao Vivo e BNews.

Mais notícias

Este site armazena cookies para coletar informações e melhorar sua experiência de navegação. Settings ou consulte nossa política.

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com