Publicado em 12/08/2026 às 10h33.

MP abre procedimento para apurar violência da torcida organizada Bamor

De acordo com o documento, a vítima foi brutalmente agredida por um grupo numeroso de indivíduos com emprego de arma branca

Aline Gama
Foto: Reprodução / Redes Sociais

 

O Ministério Público da Bahia (MPBA) instaurou, no último dia 20 de julho, um procedimento preparatório para inquérito civil com o objetivo de investigar possíveis falhas na prevenção à violência envolvendo integrantes da Associação Bamor Nova Era, torcida organizada ligada a um clube de futebol de Salvador, o Esporte Clube Bahia.

A portaria, publicada nesta quarta-feira (12), tem como base uma notícia de fato originada de um episódio de espancamento de um homem nas proximidades da Avenida São Rafael, na capital baiana, antes de um evento esportivo.

De acordo com o documento, a vítima foi brutalmente agredida por um grupo numeroso de indivíduos com emprego de arma branca, sendo socorrida ao Hospital Geral do Estado. Há ainda registro de prisão de suspeitos e apreensão de objetos potencialmente lesivos. O procedimento foi instaurado pela 3ª Promotoria de Justiça do Consumidor, sob a condução do promotor Saulo Murilo de Oliveira Mattos.

Na portaria, o Ministério Público destaca que os fatos narrados revelam, em tese, a ocorrência de prática de violência grave e organizada, apta a comprometer a segurança de torcedores e da coletividade em geral.

O órgão também considera a existência de elementos indicativos de reiteração de condutas semelhantes envolvendo a torcida organizada mencionada, inclusive com histórico de ocorrências policiais, sanções administrativas e ações judiciais correlatas.

Outro ponto citado na decisão é a notícia de um prévio Termo de Ajustamento de Conduta firmado com integrantes de torcidas organizadas, com previsão de medidas preventivas e repressivas para coibir a violência em eventos esportivos, cuja eficácia se mostra, em tese, insuficiente diante da persistência dos fatos. O procedimento visa aprofundar as investigações para delimitar a extensão dos acontecimentos, identificar responsáveis e verificar a adoção de medidas extrajudiciais ou judiciais cabíveis.

Aline Gama
Advogada formada pela UniRuy (2019), com pós-graduação em Direito Público pela Baiana de Direito (2022) e Jornalista pela Unijorge. Já atuou como Social Media no portal iBahia, repórter da coluna de Justiça no Bahia Notícias e atualmente é editora de Justiça no Bahia.ba.

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