De onde vem esses gastos?, questiona candidato que aponta diferença nas candidaturas

    Mansur afirma que “não tem fiscalização” da Justiça Eleitoral

    Foto: Reprodução/Youtube Rede Bahia

    O candidato ao Governo da Bahia, Ronaldo Mansur (PSOL), comenta nesta quinta-feira (13), durante entrevista à Rede Bahia, os resultados recentes de pesquisas eleitorais sobre a disputa estadual. Na pesquisa Quest, divulgada em 29 de julho, Mansur aparece com 1% das intenções de voto, mesmo percentual atribuído a Aroldo Félix (UP), candidato de uma legenda sem representação no Congresso Nacional.

    Ao comparar o levantamento com a pesquisa Real Data, Mansur afirma que o desempenho tem melhorado e relaciona os resultados, de forma indireta, à estrutura, que ele classificou como “gigantesca”, disponível para cada candidatura, apontando a discrepância com a candidatura do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil).

    “Na Real Data estamos com 2%. Quem contrata a banda escolhe os músicos. Nós estamos iniciando nosso processo eleitoral”, disse o candidato. Mansur questionou o investimentos dos outros dois candidatos e cobrou fiscalização. Segundo ele, a desigualdade de recursos influencia a visibilidade dos nomes que disputam o Palácio de Ondina.

    Candidato cobra fiscalização equestiona investimentos na campanha de outros candidatos

    O candidato do PSOL também criticou a fiscalização eleitoral durante a pré-campanha. “Nós temos um processo eleitoral em que o período de pré-campanha em que a Justiça Eleitoral acaba não fiscalizando. Ou seja, de onde é que vem essa estrutura? De onde é que vem esses gastos? Que todos os candidatos colocam nesse período de pré-campanha. Nós não temos uma fiscalização”, questionou.

    Mansur acrescenta que sua candidatura está sendo ampliada de forma gradual no estado e afirmou torcer para que legendas menores como UP possam performar melhor. “Nós estamos conseguindo gradativamente chegar a todas as regiões da Bahia”, disse.