Publicado em 13/08/2026 às 13h03.

Roma nega vínculo com Banco Master: ‘movimentação de adversários’

Roma também criticou, sem citar nomes, supostas inconsistências patrimoniais de outros candidatos

Aline Gama / Pevê Araújo
Foto: Pevê Araújo / bahia.ba

 

O candidato ao Senado pela Bahia pelo Partido Liberal (PL), João Roma, afirmou, em entrevista, que não há qualquer relação entre sua atuação pública e os negócios do empresário Alfredo, seu sócio em uma empresa rural. A declaração foi dada após a veiculação de notícia sobre supostos repasses da ordem de R$ 19 milhões do Banco Master a Alfredo.

Roma confirmou a sociedade com o empresário, mas restringiu o negócio à produção agropecuária. “Tenho sim uma sociedade com Alfredo, que é meu amigo, e nós produzimos nessa sociedade numa empresa rural chamada Prata da Chapada, tem endereço certo, quem quiser vai lá. Tem produção acontecendo, nós nos dedicamos à agricultura irrigada e à pecuária. Minha sociedade com ele se restringe nisso”, disse.

O candidato afirmou estar há cinco anos fora de mandato e negou ter adotado medidas, durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, que pudessem beneficiar a instituição financeira. “Durante o governo do presidente Bolsonaro, nenhuma ação minha beneficiou a citada instituição financeira”, declarou.

O ex-ministro classificou as acusações como uma movimentação de adversários políticos. “Parece muito mais movimentação de adversários que estão bem atrapalhados nesse quesito de prestar contas à população, pessoas que esses sim devem explicação”, disse. Ele afirmou que não pretende transformar o assunto em questão eleitoreira e afirmou: “eu acho que os assuntos judiciais, penais tem que ser tratado na justiça com toda serenidade”, pontuou.

Roma também criticou, sem citar nomes, supostas inconsistências patrimoniais de outros candidatos. “Não existe nenhuma obra miraculosa minha, nem nenhum feito sobrenatural como, por exemplo, comprar um terreno de 20 mil reais e vender por 15 milhões, ou vender no mesmo prédio um apartamento de 10 milhões de reais e comprar outro de 1 milhão e meio, no mesmo prédio, no mesmo local”, afirmou.

Ao final, João Roma pediu que a população baiana avalie as informações com profundidade. “A população baiana tem enxergado com profundidade essas informações, sabe muito bem quem agiu de má-fé, quem buscou se locupletar da coisa pública e quem de fato está representando a mudança que é essencial para a Bahia e para os baianos. Vamos seguir nessa caminhada com Deus no coração, conversando diretamente compreendendo a dificuldade do dia a dia do povo baiano, que precisa sim de alguém que dê suporte para que a gente possa avançar enquanto sociedade”, concluiu.

Aline Gama e Pevê Araújo
Advogada formada pela UniRuy (2019), com pós-graduação em Direito Público pela Baiana de Direito (2022) e Jornalista pela Unijorge. Já atuou como Social Media no portal iBahia, repórter da coluna de Justiça no Bahia Notícias e atualmente é editora de Justiça no Bahia.ba.
Temas: João Roma

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