Bahia e Vitória resistem à demissões de técnicos na Série A

    Rogério Ceni e Jair Ventura figuram em grupo restrito de nove treinadores que mantêm o cargo desde o início da temporada

    Fotos; Tiago Caldas /EC Bahia e Victor Ferreira/EC Vitória

    A dança das cadeiras entre os treinadores voltou a ganhar força no Campeonato Brasileiro com a demissão de Zubeldía no Fluminense. Com 14 trocas de comando já registradas na Série A, apenas nove clubes ainda contam com o mesmo técnico que iniciou a temporada. Entre eles estão Bahia e Vitória, que apostam na continuidade de Rogério Ceni e Jair Ventura.

    No Bahia, Rogério Ceni segue à frente da equipe desde setembro de 2023 e iniciou 2026 respaldado pelo trabalho desenvolvido nas temporadas anteriores. O treinador conquistou o Campeonato Baiano e a Copa do Nordeste em 2025 e conduziu o Tricolor de volta à Libertadores. Em 2026, o clube voltou a apostar na manutenção do projeto e venceu o Baianão novamente, mesmo sob protestos da torcida ao longo do ano.

    A continuidade também representa um fator importante para o Vitória. Jair Ventura assumiu o Rubro-Negro em setembro de 2025, ajudou o clube a escapar do rebaixamento e teve o contrato renovado até o fim de 2026. Assim, começou a atual temporada no comando da equipe, foi campeão da Copa do Nordeste em cima do Fortaleza, está nas quartas de final da Copa do Brasil e permanece no cargo.

    Confira os nove treinadores que começaram e seguem no Brasileirão

    Além de Bahia e Vitória, outros sete clubes mantêm seus comandantes desde o início da temporada:

    –  Palmeiras — Abel Ferreira

    –  Bahia — Rogério Ceni

    –  Athletico-PR — Odair Hellmann

    –  Internacional — Paulo Pezzolano

    –  Red Bull Bragantino — Vagner Mancini

    –  Mirassol — Rafael Guanaes

    –  Coritiba — Fernando Seabra

    –  Vitória — Jair Ventura

    –  Grêmio — Luís Castro

    Assim, Bahia e Vitória são os representantes baianos de um grupo cada vez mais restrito de clubes que resistem à instabilidade dos bancos de reservas no futebol brasileiro. Para os rivais, a manutenção de Ceni e Jair Ventura representa a aposta em trabalhos de médio prazo em vez de mudanças constantes durante a temporada.