Diretor de documentário sobre Temer ausência de depoimento de Dilma: ‘Não precisava’

    De acordo com Bruno Barreto, a ideia era ouvir pessoas a fim de provocar reflexões sobre o governo

    Foto: Pevê Araújo / bahia.ba

    O diretor do documentário sobre o ex-presidente Michel Temer, “963 Dias – A história de um presidente que recolocou o Brasil nos trilhos”, Bruno Barreto, comentou sobre as escolhas dos entrevistados e a proposta de revisitar o governo do ex-mandatário.

    De acordo com Bruno Barreto, a ideia era ouvir pessoas a fim de provocar reflexões sobre o governo. O diretor descarta que o documentário tenha a intenção de defender posições políticas.

    “Eu queria refletir, convidar o espectador a refletir sobre o último governo que buscou o consenso. É refletir, é votar com a cabeça e não com o fígado”, afirmou.

    Bruno relata ainda que tentou entrevistar Fernando Haddad, José Dirceu e o jornalista Lauro Jardim, mas os três recusaram o convite.

    “Eu tentei gravar com o Haddad e tentei gravar com o Zé Dirceu. E com o Lauro Jardim também, mas eles declinaram. Eu entendo”, destacou o diretor.

    Sobre Dilma Rousseff, o diretor disse não ter visto necessidade de entrevistá-la, uma vez que o documentário utiliza imagens de arquivos da ex-presidente.

    “A Dilma, eu não precisava gravar com ela. Eu dou voz a ela, ela diz ali que ela dá a versão dela”, declarou.
    “Eu procurei entrevistar quem ia me dizer o que eu não sabia, quem ia me surpreender. Não quem ia me dizer o que eu já tenho no material de arquivo”, acrescentou.

    O documentário tem lançamento comercial previsto para setembro.