Movimentos sociais articulam atos em favor e contra Dilma

    Articuladores pró e contra o afastamento da presidente organizam mobilizações para levar o povo às ruas do país

    Foto: Wikipedia

    A semana promete levar às ruas do país brasileiros pró e contra o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Movimentos articulados em  favor e contra a presidente começam a fazer mobilização na sociedade. Para pressionar os parlamentares no integrar a comissão que irá avaliar o pedido de afastamento de Dilma, que começa nesta segunda com a eleição dos deputados, os anti-Dilma reunidos nos Movimentos Vem Pra Rua, Brasil Livre e Revoltados On Line, articuladores dos maiores protestos deste ano, estão convocando para a realização, em várias cidades do Brasil, do ato batizado de “Esquenta para o impeachment”, programado para acontecer no próximo domingo (13).

    O protesto previsto seria uma espécie de ato preparatório para a mega Manifestação, ainda sem data para acontecer. Segundo os organizadores do evento, a manifestação do domingo vai servir também para pedir pela saída do presidente da Câmara Federal, deputado Eduardo Cunha.

    Em favor da presidente Dilma, PT e Central Única dos Trabalhadores (CUT) estão articulando uma grande manifestação. Os detalhes  estão sendo discutidos neste domingo (6), em encontro de lideranças que acontece em São Paulo.

    A CUT realizou uma manifestação nas ruas de Brasília, na tarde de sexta-feira (4). Conforme comunicado oficial dos organizadores, o ato buscou defender o “estado democrático de Direito, contra o golpe e o retrocesso, e em defesa do mandato da presidente Dilma”.

    Diz ainda o comunicado que a manifestação teve também como objetivo “a mudança da política econômica e pelo desenvolvimento econômico, com justiça social e distribuição de renda”. A CUT  programou um novo ato, desta vez na Candelária, no Rio de Janeiro, para esta terça-feira (8).

    O Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), que integra a Frente Nacional de Mobilização Povo Sem Medo junto com a CUT, deve se reunir nos próximos dias para definir a agenda de manifestações.