Frase da vez
“De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”
Ruy Barbosa, jurista e político brasileiro (1849-1923)

Ao ser declarada ré num processo da Lava Jato, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) festejou. Disse que enfim vislumbrava a chance de provar sua inocência.
Até parece clichê. Cem por cento dos políticos, com mandato ou não, réus ou só acusados na Lava Jato, dizem o mesmo. Alardeiam tanto a inocência que, se levados a sérios, haveríamos de achar que são uns coitados, vítimas da execração da PF e do MPF.
Óbvio que, quando um lado diz sim e outro diz não, alguém está mentindo.
No caso em apreço, cabe à justiça dar a palavra final, sim ou não. Como nenhum político com mandato, cujo foro é o STF, foi julgado, descamba-se para a vertente política e a parafernália se estabelece.
No tiroteio político, os tucanos dizem que o PT no poder surrupiou a nação. Os petistas falam que a Lava Jato é contra eles, porque deixa tucanos citados e delatados, como Aécio Neves, intocáveis.
E para o povo, a acusação vira sentença. O senso comum dita que políticos sempre mentem. E pagam pelo vício do cachimbo.
Perguntaria você: e quem está certo? Todos. O PT apenas botou uma larga escala num sistema que é podre pela própria natureza. A questão é saber se a Lava Jato vai lavar tudo mesmo ou ficar só entre os petistas. Aí, ficaria injusto.
Morte anunciada
No entendimento do Tribunal de Contas do Estado, o Centro de Convenções caiu por descaso. Em 2014, aprovou resolução recomendando reparos imediatos.
Uma auditoria constatou a existência de corrosão acentuada nas estruturas metálicas, alagamentos, infiltrações em vários locais, fiação exposta, goteiras e comprometimento de saídas de emergência.
Em suma, a queda do Centro de Convenções foi uma morte anunciada.
Campanha zero
O juiz José Eduardo das Neves Brito, de Caetité, determinou a suspensão de qualquer ato de campanha em Lagoa Real.
Estão proibidos desde ontem comícios, caminhadas, carros de som e pesquisas.
O xis da questão: os partidários de Pedro Cardoso (PMDB) e Francisco José Freitas, o Zezinho (PSD), ao invés de campanha, entraram em pé de guerra.
Tiro no pé
Em meio a uma acirradíssima disputa eleitoral, o presidente da Câmara de Santo Antônio de Jesus, Luiz do Alto (PSL), fez um golaço, mas contra. Aprovou um projeto que aumenta o salário do prefeito de R$ 18,8 para 20 mil; do vice, de 9,6 para R$ 13,1 mil; e dos vereadores, de R$ 9.425 para R$ 12,5 mil.
Luiz do Alto era aliado do prefeito Humberto Leite (PDT) e mudou para o arquiadversário Rogério Andrade (PSD), que tem o apoio de 10 dos 14 vereadores.
Neto no pedaço
O povo se agitou, revoltado, e faz um abaixo assinado contra. O prefeito, que tem 10 dos 14 vereadores contra (todos aliados de Rogério), botou um carro de som na rua avisando: vai vetar. Ele é do PDT, mas rompeu com o governo queixando-se que todos os cargos foram para Rogério.
ACM Neto vai hoje lá, apoiá-lo.
Acerto de contas
A população de Itabuna soltou foguetes para as chuvas que desabaram sobre o município, na esperança que a seca de mais de dois anos que botou toda a comunidade para consumir água salobra, tenha acabado.
Mas a grande angústia coletiva provocada pela crise da água lá, fez vítimas políticas: os candidatos mais identificados com o governo, Geraldo Simões (PT) e Davidson Magalhães (PCdoB) não decolaram nas pesquisas. Pagaram o preço da conta, que é debitada ao governo por causa do atraso nas obras da Barragem do Rio Colônia.
Última esperança
Em coletiva a jornalistas de Vitória da Conquista, Jaques Wagner disse acreditar na vitória do petista Zé Raimundo no segundo turno. Lá, uma pesquisa da P&A, divulgada dia 12, deu Herzem Gusmão (PMDB) com 41,6% contra 25,3% de Zé Raimundo, 5% de Fabrício Falcão, 3,2% de Arlindo Rebouças e 1,1% de Joás Meira.
O PT governa Conquista há mais de 20 anos. Como nunca governou Salvador e nem Feira de Santana, tem a esperança de manter lá a única representação entre os três municípios baianos que têm dois turnos. Os petistas acham que no segundo turno unem todos contra Herzem. O PMDB acha que ganha no primeiro.

