Aladilce reclama de apresentação de finanças a dois dias da eleição

    Vereadora do PCdoB afirmou que análise seria superficial e questionou motivo de a prefeitura não ter concedido reajuste aos servidores

    (Foto: Roberto Viana / bahia.ba)

    Única vereadora presente nesta sexta-feira (30) à apresentação do balanço fiscal do segundo quadrimestre, à exceção do presidente da Comissão de Finanças da Câmara Cláudio Tinoco (DEM), a comunista Aladilce Souza reclamou da audiência realizada a dois dias das eleições municipais.

    Ela protestou também contra a publicação do relatório apenas nesta quinta (29). “Dificulta um debate mais qualificado porque fica uma análise mais superficial”, criticou a legisladora, que questionou o motivo de a prefeitura não ter concedido reajuste aos servidores por haver uma “folga” em relação aos limites de despesas com pessoal estabelecidos pela Lei de Responsabilidade Fiscal. “Por que o prefeito optou pelo reajuste zero?”, perguntou.

    Os gastos com pessoal da prefeitura estão, conforme o relatório, em 42,21% em relação à receita corrente líquida. O limite de alerta é de 48,6% e, o máximo, de 54%. Tinoco registrou o protesto, mas disse que houve uma notificação anterior do Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) pela realização de uma audiência do mesmo tipo fora do período determinado pela legislação.

    Já o secretário municipal da Fazenda, Paulo Souto, afirmou que a apresentação do balanço não é uma “data fatal” para encerrar a discussão sobre as finanças da cidade. Ele disse também que, em um período de retração nas receitas, é preciso ter prudência. “Tem que ter cuidado. As despesas com pessoal, quando entram, não saem. E limite é limite. Fica parecendo que tem que chegar nesse número. Foi isso que arrebentou as contas de muita gente”, comparou.