PF e MPF pedem prisão preventiva de Palocci e ex-assessor

    Palocci é suspeito de receber propina da Odebrecht para atuar em favor da empresa, entre 2006 e 2013, interferindo em decisões do governo federal

    Foto: Antonio Cruz/ ABr

    A Polícia Federal (PF) e o Ministério Público Federal (MPF) pediram a conversão da prisão temporária do ex-ministro Antônio Palocci e do ex-assessor dele Branislav Kontic, que vence nesta sexta-feira (30), para preventiva. Quanto ao ex-secretário da Casa Civil Juscelino Antônio, as autoridades entenderam que ele pode ser colocado em liberdade, com medidas cautelares.

    Os três foram presos na 35ª fase da Operação Lava Jato e estão detidos na carceragem da corporação, em Curitiba.

    “Há indicativos de que os investigados tenham atuado para ocultar elementos probatórios úteis à investigação”, afirmaram os procuradores da força-tarefa. A decisão cabe ao juiz Sérgio Moro.

    Palocci é suspeito de receber propina da Odebrecht para atuar em favor da empresa, entre 2006 e 2013, interferindo em decisões do governo federal. Ele teve R$ 814 mil bloqueados em três contas bancárias e mais R$ 30 milhões de sua empresa de consultoria, conforme informou o Banco Central à Justiça Federal na quarta-feira (28). Moro havia determinado o confisco de até R$ 128 milhões.