Solla nega relação entre PT e Propeg: ‘Sempre foi capacho de ACM’

    Deputado federal chamou de "vandalismo" a Operação Hidra de Lerna, da Polícia Federal, que investiga o governador Rui Costa por suspeita de caixa 2 na campanha de 2014

    Foto: Antônio Augusto/Câmara dos Deputados

    O deputado federal Jorge Solla (PT) usou a tribuna da Câmara, nesta terça-feira (4), para desassociar o seu partido da empresa de comunicação Propeg, a qual acusou de ser “capacho de ACM” e “operadora do DEM”, após a PF arrombar a sede da sigla em Salvador, em cumprimento a mandados de busca e apreensão, da Operação Hidra de Lerna, cujo alvo principal foi o governador Rui Costa (PT).

    “Para quem não conhece, a Propeg é uma agência de publicidade tradicionalmente envolvida com o carlismo na Bahia. Tradicionalmente envolvida com a família do prefeito ‘golpinho’ de Salvador. Para embaçar a apuração contra a Propeg, invade a sede do PT, sem nenhuma ligação entre a Propeg e o PT. [A empresa] nunca trabalhou com o PT, nem com o partido, nem com as administrações. A Propeg sempre foi capacho de ACM. A Propeg sempre foi operadora do DEM, todo mundo sabe disso. Só a PF que não sabe. Aliás, sabe sim. Invadiram a sede do PT para embaçar a investigação e denúncia contra a Propeg. Para destruir e execrar publicamente”, apontou.

    O parlamentar criticou ainda a ação da PF na sede do partido, no bairro de Rio Vermelho. “O ataque de vandalismo que a PF fez hoje à sede do PT na Bahia. Invadiu 6 da manhã a sede fechada, sem nenhum vigilante, arrombou todas as portas, destruiu tudo que viu pela frente. Não foi por acaso essa escolha. Hoje a denúncia da operação era contra a Propeg”, disse.