Suplente preso pode assumir vaga na Câmara dos Deputados

    Osmar Bertoldi (DEM) é acusado de sequestrar, espancar, estuprar e manter em cárcere privado a ex-noiva

    Foto: Folha Paraense

    A saída de deputados federais que ganharam as eleições para cargos de prefeito ou vice acarreta na entrada de 25 novos integrantes na Câmara dos Deputados. Entre os congressistas suplentes, que assumirão em janeiro de 2017, está Osmar Bertoldi (DEM-PR), preso por descumprir ordem de não se aproximar da ex-noiva, a quem é acusado de sequestrar, espancar, estuprar e manter em cárcere privado.

    Bertoldi, de 47 anos, ocupa desde fevereiro uma cela no Complexo Médico-Penal de Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, o mesmo que abriga presos da Operação Lava Jato. Ele recebeu cerca de 82 mil votos em 2014 e quase assumiu o mandato duas vezes neste ano. Uma delas, com a ida de Ricardo Barros (PP) para o Ministério da Saúde. A Câmara, entretanto, convocou outros suplentes pelo falto de ele estar preso.

    A defesa de Bertoldi negou à Folha de S. Paulo as suspeitas sobre o suplente e diz que que as acusações “são fruto de um plano criminoso de ascensão financeira, social e política de alguém [a ex-noiva]” que, após pretensamente ‘ter sido’ estuprada, sequestrada, lesionada, mantida em cárcere privado, continuou a frequentar,com Osmar Bertoldi, os hotéis e restaurantes mais requintados do sul do país, fazer compras em joalheria de luxo, e ajuizou ação requerendo o sobrenome do hipotético ‘estuprador’ e mais de R$ 1 milhão”.

    A assessoria técnica da Câmara afirmou que chamará Bertoldi para tomar posse caso seja solto até dezembro.