Polícia nega que homem preso seja o ‘maníaco da seringa’

    Detido na Estação Pirajá do metrô, suspeito estava com uma seringa em mãos contendo café; já são quatro os casos de pessoas atacadas em Salvador

    Foto: Divulgação/ Polícia

    Um homem que foi preso na manhã desta quarta-feira (19) sob suspeita de ser o “maníaco da seringa” foi inocentado pela polícia. Ele foi detido dentro da estação do metrô, em Pirajá, com uma seringa contendo café em mãos. Levado para a 11ª Delegacia Territorial, no bairro de Tancredo Neves, com o material, o suspeito – cuja identificação a polícia optou por preservar – sofre de transtornos mentais e é egresso do Hospital Psiquiátrico Juliano Moreira.

    Ao ser questionado pelo delegado Israel Aristides, titular da 11ªDT, o homem disse ter encontrado o instrumento no lixo.

    Investigação – A Polícia Civil apura quatro casos de pessoas atacadas a seringas – três dos quais no bairro da Ribeira e um no Centro. A ocorrência mais recente foi registrada na manhã desta quarta-feira e teve como vítima uma estudante de 12 anos. O ataque foi comunicado à 3ª Delegacia Territorial (DT/Bonfim) pela mãe da adolescente.

    De acordo com a delegada titular da unidade, Ana Virgínia Paim, a estudante disse que passava com uma colega na Rua Aníbal da Silva Garcia, na Ribeira, quando um homem negro, de estatura baixa e de porte atlético, espetou seu braço esquerdo e em seguida fugiu correndo.

    Na tarde desta terça-feira (18), uma mulher de 41 anos, procurou a unidade policial para registrar ocorrência informando que havia sido atacada por um homem, o qual não soube descrever, na Rua Lélis Piedade, por volta das 14h. Um mês antes, no dia 18 de setembro, um motorista de ônibus também procurou a 3ª DT/Bonfim, depois de ser ferido por um passageiro.

    O motorista afirmou ter sido atacado no rosto com uma seringa, por um homem, de cor parda, estatura mediana e cabelos pretos, que o abordou pelas costas, enquanto ele dirigia um ônibus no bairro da Ribeira. A delegada Ana Vírginia Paim, que investiga os casos informou que não há elementos que liguem os crimes e que as vítimas descrevem autores com características diferentes, o que dificulta a identificação.

    Já na 1ª DT/Barris, apenas um caso foi registrado, no dia 8 deste mês. A vítima foi um soldado do Exército que procurou a unidade policial depois de ser ferido no braço, na Avenida Joana Angélica, no Centro, por um homem. O militar também não forneceu características físicas que pudessem auxiliar na identificação do autor.

    A polícia civil continua investigando a autoria dos casos registrados.