Prefeitura e Embasa mantêm impasse e buraco fica maior em Itapuã

    A concessionária de águas atribui a responsabilidade à gestão municipal, para quem a rua não consta no controle de vias pavimentadas da cidade

    Foto: Leitor/ bahia.ba

    Sem saber a quem recorrer para ter solucionado o problema de um buraco aberto há quase dois meses, os moradores da 2ª Travessa Gildo Pistolato, no Jardim Placaford, em Itapuã, enviaram novas fotos ao bahia.ba que denunciam o aumento do dano na via, sem a intervenção do poder público.

    De acordo com eles, tudo começou quando uma equipe da Empresa Baiana de Águas e Saneamento esteve no local para realizar um serviço e deixou uma abertura no chão. Após reclamações, prepostos da Embasa voltaram à rua no dia 15 com a promessa de solução do problema 24 horas depois, quando retornariam com um fiscal.

    Consultada pela reportagem, a Embasa emitiu nota em que se exime da responsabilidade e diz que “as redes operadas pela Embasa estão funcionando normalmente no local, sem extravasamentos. Assim, a água empoçada deve estar brotando de um minadouro natural ou ser decorrente do acúmulo da água da chuva. Nos dois casos, trata-se de uma questão de drenagem urbana, cuja solução é de competência da prefeitura municipal”.

    Foto: Leitor/ bahia.ba
    Foto: Leitor/ bahia.ba

     

    Não houve solução e um dos funcionários da prestadora de serviço da concessionária disse a um morador que a responsabilidade era da Superintendência de Conservação e Obras Públicas do Salvador (Sucop). Procurado pelo bahia.ba, o órgão da prefeitura passou a bola para a Secretaria de Manutenção (Seman).

    Por sua vez, a pasta sequer atribui ao logradouro o status de rua pavimentada, de acordo com o controle da administração municipal, e sugere que a população local recorra à Sucop para que seja realizada uma obra de urbanismo na área.

    Os populares, que residem há anos no local, discordam da posição da prefeitura e atestam que pagam os tributos e já foram até atendidos por uma intervenção de drenagem que solucionou um problema crônico de alagamento há dois anos.

    Enquanto há impasse entre os órgãos públicos para resolução do problema, os moradores continuam preocupados com a água que corre sem controle, exposta à reprodução do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, Zika vírus e febre chikungunya.