O discurso primeiro no Vitória é democracia. Cadê?

    Foi tanta a pressão do grupo Vitória do Torcedor por eleições diretas para o comando do clube que a eleição para a nova diretoria provavelmente será a última indireta

    Foi tanta e crescente a pressão do grupo Vitória do Torcedor por eleições diretas para o comando do Vitória que a eleição para a nova diretoria, dia 10, muito provavelmente será a última indireta. A disputa fervilha e os grupos que protagonizam a pendenga de alguma forma já se comprometeram com a causa.

    Claro que não como a provocação no Bahia, com a torcida tricolor, após duas humilhantes derrotas para o Vitória, o 5 a 1 na reinauguração da Fonte Nova e o 7 a 3 na final do Campeonato Baiano de 2013.

    Mas se no Bahia o grupo que desfechou a revolta que mudou o processo chamava-se Bahia da Torcida, no Vitória é Vitória do Torcedor, que deu início ao processo.

    Os arautos da eleição direta têm como candidato a presidência do Conselho Deliberativo (que nesta sexta elege o presidente) Paulo Catharino Gordilho Filho e vice Robinson Almeida, além de simpatizantes como o senador Otto Alencar e o secretário da Prefeitura de Salvador Fábio Motta.

    A atual diretoria se dividiu entre o presidente Raimundo Viana, que ainda não disse se será candidato ou não, e Ricardo David, aliado do ex-presidente Carlos Falcão, que se contaminou e também passou a defender eleição direta, embora não de forma tão aberta como o time Vitória do Torcedor.

    Em suma, eleição direta hoje é bandeira de todos. Mas é bom lembrar que na eleição de Raimundo Viana, em março de 2015, também era. E a próxima continua indireta.