Conselho de Ética absolve Bolsonaro de processo por homenagem a Ustra

    Tese de defesa foi de que “o deputado apenas expressou sua livre opinião política, amparado na inviolabilidade parlamentar"

    Gabriela Korossy/ Câmara dos Deputados

    O Conselho de Ética da Câmara Federal decidiu por 11 votos a 1 arquivar a representação que pedia a cassação do mandato de Jair Bolsonaro (PSC-RJ), nesta quarta-feira (9). Bolsonaro defendeu em plenário a memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, um dos principais símbolos da repressão durante a ditadura militar e torturador da ex-presidente Dilma Rousseff.

    Em abril, durante discurso no processo de impeachment de Dilma na Casa, Bolsonaro elogiou a memória do coronel, morto em 2015.

    O relatório do deputado Odorico Monteiro (PROS-CE) era favorável à continuidade do processo Bolsonaro, mas acabou sendo derrotado.

    A tese de defesa foi de que “o deputado apenas expressou sua livre opinião política, amparado na inviolabilidade parlamentar”.

    “Sou capitão do Exército, conhecia e era amigo do coronel, sou amigo da viúva. […] o Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra recebeu a mais alta comenda do Exército, a Medalha do Pacificador, é um herói brasileiro”, afirmou Bolsonaro ao Conselho, na véspera da votação desta quarta.