Dinheiro da repatriação ajuda, mas ainda é pouco

    O secretário Manoel Vitório (Fazenda) diz que há um rombo de mais de meio bilhão de reais no Fundo de Participação dos Estados em 2016

    Foto: Carol Garcia/GOVBA

    Quem pensa que os R$ 359 milhões destinados à Bahia por conta da repatriação de recursos resolvem a contabilidade do estado está muito enganado. Sequer podem ser considerados como dinheiro extra.

    O lembrete é do secretário Manoel Vitório (Fazenda). Ele diz que há um rombo de mais de meio bilhão de reais no Fundo de Participação dos Estados em 2016.

    Se o repasse do FPE tivesse acompanhado a inflação de janeiro a outubro, o valor seria de R$ 6,4 bilhões. Só vieram R$ 5,9 bilhões.

    Arrocho

    Vitório ressalta que o dinheiro da repatriação é uma ajuda e minimiza o déficit do FPE, mas apesar da crise, o que conta mesmo é o esforço do governo estadual na arrecadação própria e no rígido controle dos gastos públicos. Só assim garantiu o 13º salário e as contas em dia.