Brasil tem mais casos de chikungunya do que de zika em 2016

    Em 2016, morreram 138 pessoas por chikungunya; no ano passado, houve seis óbitos associados à doença

    Foto: Fernanda Carvalho/ Fotos Públicas

    Os casos de chikungunya tiveram um crescimento de 850% em 2016 e, para 2017, os prognósticos são bem mais sombrios, segundo informações do Ministério da Saúde divulgadas nesta quinta-feira (24). Os dados são do Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti e contabilizaram 251.051 casos da doença neste ano, contra 26.435 em 2015 – os registros superam os de zika no mesmo período, com 208.867 notificações e 3 mortes.

    Em 2016, morreram 138 pessoas por chikungunya; no ano passado, houve seis óbitos.

    Zika e dengue – Já os casos de zika e dengue devem se manter estáveis em 2017 e ter o mesmo número de registros, de acordo com o levantamento. “É preciso que haja da população do Nordeste mais cuidado, mais atenção, para que esses casos não se multipliquem tanto nessa região”, afirmou o ministro Ricardo Barros.

    Ainda segundo Barros, no ano passado foram gastos cerca de R$ 500 milhões no combate às doenças propagadas pelo Aedes aegypti. O orçamento para a área em 2017 ainda não foi definido e está em votação no Congresso.