Funcionária de agência boliviana questionou plano de voo da LaMia

    Celia Castedo Monasterio chamou a atenção para a ausência de um plano alternativo e alertou que a quantidade de combustível era insuficiente em caso de emergência

    Foto: Rerodução/ Twitter/ Cruz Vermelha da Colômbia

    Uma funcionária da Anasa – agência de aviação boliviana – questionou o plano de voo do avião da LaMia, que caiu com a delegação da Chapecoense na madrugada da última terça-feira (29).

    De acordo com documentos obtidos pelo Jornal Hoje, da TV Globo, Celia Castedo Monasterio chamou a atenção para a ausência de um plano alternativo e alertou que a quantidade de combustível era insuficiente em caso de emergência.

    A funcionária da Anasa apontou a um despachante da companhia que a duração do voo entre Santa Cruz de la Sierra e Medellín era equivalente à autonomia de combustível da aeronave.

    O funcionário da LaMia respondeu: “Não, senhora Celia, essa autonomia me passaram, é suficiente. Assim, não apresento mais nada. Vamos fazer em menos tempo, não se preocupe. É assim, fique tranquila, está bem”.

    Celia, que foi afastada de suas funções nesta quinta-feira (1º), não tinha autoridade para impedir o voo. A tarefa cabia ao Departamento de Aviação Civil da Colômbia. A Aeronáutica Civil Colombiana informou nesta quarta-feira (30) que o avião caiu devido a uma “pane seca”, quando a falta de combustível faz parar os sistemas elétricos da aeronave.