Escala de voo da Chapeconse em Bogotá custaria R$ 10 mil adicionais

    O avião da empresa boliviana LaMia caiu após uma "pane seca", causada por falta de combustível

    Foto: Divulgação/Chapecoense

    Responsável pelo voo que levava a delegação da Chapecoense e jornalistas a Medellín, na Colômbia, a empresa boliviana LaMia teria um custo adicional de aproximadamente R$ 10 mil caso decidisse fazer uma escala no aeroporto de Bogotá para reabastecimento, de acordo com um especialista ouvido pela Folha de S. Paulo.

    O montante inclui combustível e taxas aeroportuárias. Pilotada pelo dono da companhia, Miguel Quoroga, a aeronave caiu após uma “pane seca”, causada pela falta de combustível.

    “Na tentativa de agradar o cliente [o clube de futebol] provavelmente o piloto optou por chegar rápido ao destino, mas a partir de um risco desnecessário”, disse à Folha Douglas Machado, especialista em investigações de acidentes aéreos.

    A alternativa de fazer uma parada em Bogotá, localizada a 300 km ao sul de Medellín, atrasaria a chegada da equipe em apenas uma hora ao destino final.

    Um possível conflito de interesses entre o cuidado com a segurança e os custos também foi apontado por pilotos consultados pelo jornal, já que o comandante era também sócio da companhia.

    “Se fosse um piloto contratado [funcionário da empresa], ele pensaria na própria vida e pararia no primeiro aeroporto que visse [se soubesse que estava com pouco combustível]”, declarou o advogado especializado em causas aeronáuticas Josmeyr Oliveira.