Imbassahy estava quase ministro e agora espera para ver como fica

    Temer gostou da ideia de ver o baiano na Secretaria de Governo, mas pediu tempo; a expectativa fica para o fim de semana

    Frase da vez

    “A crise consiste precisamente no fato de que o velho está morrendo e o novo ainda não pode nascer. Nesse interregno, uma grande variedade de sintomas mórbidos aparece”

    Antônio Gramsci, jornalista e filósofo italiano (1891-1937)

    O baiano Antônio Imbassahy iniciou a semana ministro e termina na incerteza. Após longas rodadas de negociações, ficou acertado que iria com mais poderes. Além da articulação com o Congresso cuidaria de assuntos federativos, o que incluía conversas com segmentos organizados, de empresários a movimentos sociais.

    Também ficou acertado que nada se falaria até a próxima segunda. Michel Temer quer ampliar a participação do PSDB, o fiel da balança do governo dele, no poder. A notícia vazou, o Centrão esperneou e agora a nomeação é uma incerteza.

    Quem é o Centrão? Ao contrário do PSDB, que era o principal partido de oposição a Dilma, o grupo formado por PSD, PP, PR e PTB, que comia no prato dos petistas e da noite para o dia tornou-se arauto do impeachment, quer mais, nela inclusa a vaga de Geddel. E se rebelou ameaçando travar a reforma da Previdência se Imbassahy for confirmado.

    Temer gostou da ideia de ver Imbassahy na Secretaria de Governo, mas pediu tempo. O assunto seria resolvido no final de semana.

    E a Bahia?

    É óbvio que Geddel, como ministro da Secretaria de Governo, tinha uma situação singular. É amigo pessoal de Michel Temer de longas datas, o que lhe dava poderes para além das atribuições da Secretaria de Governo e colocava a Bahia bem no cenário político, com uma espécie de superministro.

    Se Imbassahy for confirmado, a Bahia voltaria a ocupar vaga no primeiro escalão federal. Se não, teremos o vácuo baiano, fato raro na história da República.

    A expectativa fica para o fim de semana.