Professores têm salários atrasados desde julho, diz APLB

    Em protesto na manhã desta terça, sindicato denunciou que 58 municípios não concluíram o ano letivo e 88 prefeituras não têm qualquer previsão de pagamento do 13º

    Foto: Jeferson Janer/ Arquivo Pessoal

    Uma manifestação de professores em frente à sede do Ministério Público da Bahia (MP-BA), no Centro Administrativo (CAB), realizada na manhã desta terça-feira (13), chamou a atenção para o atraso nos salários de educadores em mais de 100 municípios no estado.

    O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação (APLB), Rui Oliveira, afirmou ao bahia.ba que “há prefeituras que não pagam salários aos professores desde julho” e a mobilização em frente ao edifício da Corte serviu para entregar um relatório com as supostas irregularidades ao grupo de promotores especializados em Educação, Infância e Juventude.

    Ainda de acordo com o sindicalista, 58 municípios baianos não concluíram o ano letivo, 90% das prefeituras não pagam o piso salarial nacional e 88 administrações não têm qualquer previsão para a quitação do 13º.

    Foto: Jeferson Janer/ Arquivo Pessoal
    Foto: Jeferson Janer/ Arquivo Pessoal

     

    A expectativa é de que o grupo de trabalho do MP-BA conclua a análise do balanço entregue pela APLB em janeiro, após o recesso do Judiciário.

    “O encontro com os promotores foi bastante representativo e vai iniciar um processo educativo para os novos prefeitos [que assumem a partir de janeiro de 2017]”, concluiu Oliveir,  que aguarda uma reunião com o governo do Estado para tratar das demandas da classe, prevista para ocorrer antes do Natal.