‘Não tinha nenhum santo’, diz governador do AM sobre presos mortos

    Rebeliões em unidades prisionais do Amazonas causaram a morte de 60 detentos

    Governador José Melo (Foto: Valdo Leão/ Secom / AM
    Governador José Melo (Foto: Valdo Leão/ Secom / AM

    O governador do Amazonas, José Melo (Pros), disse nesta quarta-feira (4) que “não tinha nenhum santo” entre os 56 detentos mortos durante motim que durou aproximadamente 17 horas no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), em Manaus, entre domingo (1º) e segunda (2).

    Além do massacre no Compaj – apontado como consequência de uma disputa entre as facções Família do Norte (FDN) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) – outros quatros internos foram mortos na Unidade Prisional de Puraquequara (UPP).

    “Não tinha nenhum santo. Eram estupradores, matadores (…) e pessoas ligadas a outra facção, que é minoria aqui no estado do Amazonas. Ontem, como medida de segurança, nós retiramos todos [os ameaçados] quem ainda restavam e segregamos a outro presídio para evitar que continuasse acontecendo o pior”, declarou o governador, em entrevista à rádio CBN.