MP pede fim de contrato com empresas que administram presídios no AM

    Ministério Público de Contas aponta indícios de superfaturamento, mau uso do dinheiro público, conflito de interesses empresariais e ineficácia da gestão

    Foto: Divulgação/ Seap-AM

    Após as recentes rebeliões em unidades prisionais no Amazonas, o Ministério Público de Contas do Estado pediu a rescisão dos contratos com duas empresas que administram seis presídios, de acordo com informações do G1.

    Em documento protocolado no Tribunal de Contas do Estado (TCE), o MP sustenta a existência de indícios de irregularidades, como superfaturamento, mau uso do dinheiro público, conflito de interesses empresariais e ineficácia da gestão.

    Segundo o Ministério Público de Contas, as administradoras das unidades recebem valores muito elevados por presos e há suspeitas de que o montante não foi investido em infraestrutura e apoio aos detentos.

    Além disso, o órgão aponta doações das empresas a candidatos nas eleições. Responsável pelo Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), onde 56 presos foram mortos entre domingo (1º) e segunda-feira (2), a Umanizzare Gestão Empresarial é a empresa que mais recebeu recursos estaduais em 2015, conforme o MP.

    Em nota, o governo do Amazonas informou que a companhia foi contratada para a co-gestão de seis unidades prisionais por meio de licitação pública. O governo disse ainda que não comentaria o pedido do MP por não ter sido notificado oficialmente.