Massacre no AM: armas entraram em presídio em carregamento de carne

    Fornecimento foi permitido pelo governo do Estado para a realização de um churrasco de fim de ano entre os presos

    Foto: Daniel Teixeira/ Estadão Conteúdo

    Os servidores da área de inteligência que monitoravam o Complexo Penitenciário Anísio Jobim, no Amazonas, afirmam que ao menos parte das armas e objetos usados na chacina que matou 56 detentos em Manaus entrou no presídio escondida em um carregamento de carne.

    De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, o fornecimento foi permitido pelo governo do Estado para a realização de um churrasco de fim de ano entre os presos. Oficialmente, autoridades locais sustentam desconhecer a informação.

    No entanto, na sexta-feira (6), a Secretaria de Administração Penitenciária do Estado anunciou ter suspendido a entrega de alimento “in natura” no local.

    Ainda segundo a coluna, as autoridades aliadas do governador José Melo (AM) dizem que os agentes estavam distraídos assistindo ao programa “Domingão do Faustão”, da TV Globo, quando internos do semiaberto roubaram armas para dá-las aos presos do regime fechado. Assim os presos do semiaberto foram os responsáveis por abrir as celas da penitenciária Anísio Jobim.