Fifa pode unificar Eliminatórias das Américas e Caribe

    Salvador- BA- Brasil- 17/11/2015- Os ares da Fonte Nova continuam fazendo bem à Seleção Brasileira. A equipe manteve a invencibilidade no estádio – agora são 13 jogos – ao vencer o Peru por 3 a 0 na noite desta terça-feira (17), pela quarta rodada das Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2018. Com o triunfo, o Brasil fechou o ano na terceira posição da competição. Antes de a bola rolar, a Seleção Brasileira e a peruana se uniram em uma ação para homenagear as vítimas da tragédia de Mariana (MG) e Paris, na França (foto). Em relação à partida contra a Argentina, Dunga fez duas mudanças: entraram Renato Augusto e Douglas Costa nos lugares de Lucas Lima e Ricardo Oliveira. O primeiro lance perigoso foi do Peru, quando Alisson fez excelente defesa em chute de Guerrero, mas depois que a nova formação encaixou, o Brasil tomou as rédeas do jogo. O caminho a ser tomado era a movimentação intensa e as jogadas pelas pontas. Foi dessa forma que a Seleção Brasileira abriu o placar aos 21 minutos. Willian tabelou com Elias, cruzou, e Douglas Costa tocou para a rede. Willian estava muito bem na direita e colocou a bola na medida para Neymar bater de primeira por cima do gol. Pouco depois, Douglas Costa acertou a trave em cobrança de falta. Assim como no primeiro tempo, a etapa final começou com um susto peruano, mas Alisson estava ligado novamente. A resposta brasileira veio no lance seguinte, em ótimo chute de longe de Willian. Aos 12 minutos, saiu o segundo gol. Douglas Costa fez jogada individual e rolou para Renato Augusto, que, da entrada da área, tocou com extrema categoria no canto. Com a desvantagem, o Peru se lançou ao ataque e deu espaços para o Brasil. Aos 31, Douglas Costa invadiu a área pela esquerda, soltou a bomba, o goleiro espalmou, e Filipe Luís aproveitou o rebote para fechar o placar. A vitória deixou o Brasil na terceira posição das Eliminatórias, com os mesmos sete pontos do Chile, quinto colocado. O líder é o Equador, que soma 12 pontos. A Seleção Brasileira volta a jogar pela competição em março do ano que vem, quando visita o Uruguai e enfrenta o Paraguai em casa. Brasil: Alisson, Daniel Alves, Miranda, Gil e Filipe Luís; Luiz Gustavo (Fernandinho), Elias, Willian (Oscar), Renato Augusto e Douglas Costa (Lucas Lima); Neymar. Foto: Rafael Ribeiro/ CBF

    A provável ampliação da Copa do Mundo para 48 seleções começa a causar um terremoto em todo o futebol internacional. Temendo uma queda dramática no interesse pelas Eliminatórias Sul-Americanas, a Fifa estuda a possibilidade de unir o torneio com as Eliminatórias da Concacaf.

    Na terça-feira, em Zurique, a Fifa votará a maior expansão do torneio em seus quase cem anos, passando de 32 times para 48. Ninguém esconde que a motivação seja financeira. Com novas seleções, a entidade teria uma renda elevada em mais de US$ 600 milhões, 35% acima do que obteve na Copa de 2014 no Brasil.

    Mas o impacto seria mundial. Na América do Sul, a previsão é de que a região ganharia sete vagas. Mas com apenas dez seleções no continente, o risco é de que as Eliminatórias, que hoje duram dois anos, perdessem o interesse de patrocinadores, da audiência e das TVs. Na prática, apenas três seleções não se classificariam.

    O resultado financeiro poderia, portanto, ser negativo. Em 2016, apenas em bilheteria, a CBF obteve mais de R$ 35 milhões com os jogos da seleção nas Eliminatórias. Por dois anos, é o valor pago pelas televisões que praticamente garantem os resultados da entidade.

    Na Concacaf, as Eliminatórias também são as “galinhas dos ovos de ouro” para muitas federações. Mas elas passaram a ser alvo da polícia dos EUA desde 2015, quando dirigentes foram presos por cobrar propinas para dar às televisões direitos de transmitir os jogos da qualificação regional para a Copa do Mundo.

    Com essa receita ameaçada em ambas as regiões, uma das opções avaliadas pela Fifa é a de unir as Eliminatórias da Conmebol com as da Concacaf.

    Assim, de 46 países, 14 se qualificariam. A taxa seria parecida com o que ocorre hoje na Europa, onde 53 seleções lutam por 13 vagas. O Brasil, portanto, teria de viajar por todo o continente e a luta por um lugar na Copa voltaria a ser atraente, principalmente com TVs de vários países investindo em receber o time brasileiro, Argentina, Chile, Uruguai e outras seleções com tradição.

    Mas se essa proposta poderia ajudar as finanças das principais federações sul-americanas, ela enfrenta resistência principalmente das seleções centro-americanas e do Caribe. Com a expansão da Copa para 48 times, muitas nutriam a esperança de que uma vaga finalmente fosse alcançada. Com a unificação e tendo de jogar contra os sul-americanos, a realidade poderia ser diferente.