Reconstituição da morte da mãe de Bernardo acontece até quinta

    Segue até quinta-feira (17) a reconstituição da morte de Odilaine Uglione

    Odilaine (E), que supostamente cometeu suicídio em 2010, com o filho Bernardo e a avó do menino, Jussara (D). (Foto: Reprodução Orkut / Arquivo pessoal)
    Odilaine (E), que supostamente cometeu suicídio em 2010, com o filho Bernardo e a avó do menino, Jussara (D). (Foto: Reprodução Orkut / Arquivo pessoal)

    A reconstituição das circunstâncias da morte de Odilaine Uglione teve início nesta terça-feira (15) em Três Passos, no norte do Rio Grande do Sul. A mãe do menino Bernardo – assassinado em 4 de abril do ano passado – morreu no dia 10 de fevereiro de 2010, vítima de um tiro na cabeça. Leandro Boldrini, ex-marido de Odilaine e pai de Bernardo, vai participar, nesta quarta (16), da reprodução simulada dos fatos, realizada pela Polícia Civil e pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP).

    A reconstituição ocorre no Centro Clínico São Mateus, local onde Odilaine morreu, e se estende até quinta-feira (17). As ruas próximas foram isoladas. Seis testemunhas dão suas versões sobre o ocorrido e reproduzem o que lembram do dia da morte de Odilaine.

    Na época, a Polícia Civil encerrou o caso como sendo suicídio. Entretanto, a família de Odilaine, por meio de sua mãe, Jussara Uglione, e do advogado Marlon Taborda, iniciaram uma série de levantamentos desde a morte do menino Bernardo. Um dos réus é o próprio pai, Leandro Boldrini.

    Odilaine morreu no consultório de Boldrini, depois de uma discussão. Perícias contratadas por sua família levantaram uma série de dúvidas sobre o trabalho policial, que vão desde a ausência de resíduos de pólvora em sua mão até a possibilidade de sua carta de despedida ter sido escrita por outra pessoa. O último laudo obtido por Taborda dá conta de que quem produziu o bilhete encontrado após a morte de Odilaine teria sido uma ex-secretária de Boldrini.

    O MP solicitou a reabertura do caso, com o objetivo de confrontar o que foi investigado pela polícia na época e as novas provas produzidas por peritos privados. Boldrini é réu pela morte de Bernardo e está preso, aguardando julgamento, na Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas.