Ônibus incendiados podem interferir em próximo reajuste, indica Mota

    Secretário descartou influência de ataques em último aumento de tarifa, mas avisou que veículos queimados são "motivo de reequilíbrio econômico-financeiro"

    Foto: Izis Moacyr / bahia.ba

    Ainda que acima da inflação, o último reajuste da tarifa de ônibus em Salvador não levou em consideração os 38 coletivos incendiados na capital baiana em 2016, segundo o secretário municipal de Mobilidade, Fábio Mota.

    O titular da pasta, no entanto, não descarta que o prejuízo dos empresários seja repassado aos usuários em um próximo aumento. Ao ser questionado pelo bahia.ba se os veículos queimados “entraram na conta” do reajuste, Mota considerou a hipótese no futuro: “Agora, não. Mas incêndio de ônibus é motivo de reequilíbrio econômico-financeiro. Até porque o risco do ônibus teria que ser garantido pela Segurança Pública”.

    O secretário comentou ainda o incêndio de três coletivos em Salvador no começo de ano. “A queima do ônibus não só afeta a vida do empresário, que perde – até porque o ônibus não tem seguro – mas afeta a vida do usuário do transporte público”, disse o titular da pasta.

    De acordo com Mota, dois desses veículos integravam uma linha que liga o Subúrbio à Pituba. “Eram dois ônibus novos, um de 2013 e outro de 2015. A substituição demora, e quando é substituído, é pela frota reserva, que não tem a mesma idade dos que estavam rodando”, acrescentou.