Rodoviários encerram manifestação e liberam ônibus em garagens

    Os representantes dos trabalhadores e das concessionárias vão se reunir na manhã desta quarta-feira para debater a pauta do protesto

    Foto: Divulgação/ Sindicato dos Rodoviários

    A paralisação parcial dos ônibus do transporte público de Salvador, iniciada na madrugada desta quarta-feira (1º), foi encerrada pouco antes das 8h, após a promessa das concessionárias de início das negociações em uma reunião que ocorrerá ainda nesta manhã.

    O presidente do Sindicato da categoria e vereador Hélio Ferreira (PCdoB) disse ao bahia.ba, que “o objetivo foi alcançado, já que o Setps [sindicato patronal] resolveu nos receber às 9h para discutir as cláusulas da convenção coletiva que não estão sendo cumpridas”.

    Segundo o representante, 900 veículos deixaram de rodar na capital com a manifestação e outras ações podem voltar a ocorrer, caso as partes não cheguem a um acordo, que envolve também a gratificação do carnaval.

    Ao ser questionado se a categoria não teme que os moradores de Salvador se revoltem com as paralisações, Hélio pediu “desculpas à população”. Ainda de acordo com ele, “quando os trabalhadores chegam ao ponto de parar tudo é porque foram esgotadas todas as tentativas comuns de negociação. Já nos reunimos várias vezes com o secretário [de Mobilidade, Fábio Mota], com o Setps e nada havia sido resolvido”.

    Foto: Divulgação/ CUT-BA
    Foto: Divulgação/ CUT-BA

     

    De acordo com o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) na Bahia, Cedro Silva, além da reunião com os representantes das concessionárias, os trabalhadores também terão uma audiência com a Semob nesta quarta.

    Ainda segundo o representante da CUT, durante a assembleia realizada na garagem da OT Trans, além da pauta comum aos demais rodoviários, os trabalhadores reclamaram da falta do contracheque e da divulgação da escala regular de trabalho nos quadros da empresa.

    Pauta – Segundo os rodoviários, as concessionárias têm “promovido demissões em massa, não realizam o depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) no prazo, não tem fornecido fardamento para todo o efetivo de profissionais e não consumaram a equiparação salarial dos trabalhadores da manutenção”, conforme ficou acordado na campanha salarial de 2016.

    Os trabalhadores também protestam pelo não cumprimento da meta para o pagamento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) das concessionárias, que seria de 28 milhões de passageiros transportados por mês. De acordo com o sindicalista Fábio Primo, “como as empresas não colocaram em prática as ações de combate ao transporte clandestino, não foi possível alcançar a meta, mas a responsabilidade não é do trabalhador”.