Incêndios criminosos revoltam Busca Vida e ameaçam biodiversidade

    Desde 2002, incidentes desta natureza comprometem a coexistência da vegetação de Mata Atlântica com a restinga e o mangue

    Foto: Ernesto Falcon

    Habituados à beleza natural da praia de Busca Vida, no Litoral Norte, os moradores e veranistas da região têm enfrentado uma situação, antes incomum, que se tornou típica: o incêndio em vegetação. Nesta semana, o episódio tornou a se repetir e a ameaçar, por conseguinte, a coexistência da vegetação de Mata Atlântica com a restinga e o mangue.

    Morador do local, Ernesto Falcon contou ao bahia.ba que, nos últimos três dias, focos de chamas têm sido encontrados. A situação foi registrada na última segunda-feira (30), e, de acordo com Falcon, foi negligenciada pelo Corpo de Bombeiros. “Os brigadistas foram acionados e somente apareceram após cerca de 10 ligações e, ao chegarem, reclamaram do difícil acesso e de uma possível falta de água”, comentou.

    Falcon disse ainda que os profissionais foram contatados ainda na segunda, mas, por não eliminarem todos os focos, o fogo voltou a acometer a vegetação novamente nesta quarta (1º). Novamente acionados, os brigadistas chegaram ao cenário por volta das 14h, mas, segundo afirmou a fonte à reportagem, não puseram fim a todos os vestígios de fogo, que continuam a incomodar e a destruir a plantação.

    Estima-se que os casos de incêndios criminosos acontecem nas imediações desde 2002. O Corpo de Bombeiros foi acionado mas não respondeu à solicitação até o fechamento da matéria.