Nilo garante que governo estava ‘neutro’ na disputa pela AL-BA

    Presidente da Casa negou que o chefe de Gabinete Cícero Monteiro e o secretário Josias Gomes pediram votos em seu nome

    Foto: Josemar Pereira/ Ag. Haack/ bahia.ba

    Depois de perder a disputa pela presidência da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA), o deputado estadual Marcelo Nilo (PSL) garantiu, em entrevista à imprensa nesta quarta-feira (1º), que o governo ficou “neutro em público e no particular” na briga pelo comando da Casa.

    “Estava na caminhada contra o senador [Otto Alencar], um vice [João Leão] e um prefeito [ACM Neto]. O governo neutro. Estava na caminhada pelas relações pessoais que construí, mas não me sinto um derrotado, de jeito nenhum”, afirmou, ao ser provocado pelo bahia.ba.

    O presidente da AL-BA negou que o chefe de gabinete, Cícero Monteiro, tenha ligado para pedir votos a deputados em seu favor, como acusou o senador Otto Alencar (PSD). “Em nenhum momento recebi um telefonema de Josias ou de Cícero dizendo que consegui um votou para mim”, declarou, ao ressaltar que esperava o apoio do governador Rui Costa (PT), mas disse que o petista “não ajudou, mas também não atrapalhou”.

    Nilo descartou ainda a possibilidade de ser o possível novo líder do governo. “Não, jamais aceitaria, se fosse convidado. Quero voltar à tribuna, estou com muita saudade dos meus discursos”, afirmou, ao frisar que é um “problema do líder do governo e do governador” o trabalho para unificar a base.

    O presidente disse que Rui Costa foi primeiro a ser comunicado da sua renúncia e que a decisão foi tomada às 20h38 desta terça-feira (31), após ver o deputado Roberto Carlos (PDT) anunciar apoio na imprensa a Ângelo Coronel (PSD).