Eike Batista tem pedido de liberdade negado pela Justiça

    Para o juiz, a prisão do empresário tem a intenção de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal

    Foto: FÁBIO MOTTA/ESTADÃO CONTEÚDO

    O juiz federal Vigdor Teitel, do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), negou, na noite desta quarta-feira (1º), liminar ao pedido de habeas corpus para o empresário Eike Batista. Conforme o TRF2, o mérito do habeas corpus ainda deverá ser julgado pela Primeira Turma Especializada do Tribunal, composta por três juízes.

    Para Vigdor Teitel, a decisão do juiz de primeiro grau Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio, que decretou a prisão de Eike Batista, está devidamente fundamentada e não tem qualquer ilegalidade ou abuso de poder. Para o magistrado, ao pedir a prisão, seu colega teve a intenção de garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, com a possibilidade do empresário obstruir as investigações.

    Prisão- Eike cumpre prisão preventiva, desde segunda-feira (30), na Penitenciária Bandeira Stampa, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu, na zona oeste do Rio. Sua detenção foi decorreu da Operação Eficiência, um desdobramento da Operação Calicute, que investiga denúncias de corrupção envolvendo o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que também está preso, preventivamente, no Complexo de Gericinó, Presídio Pedro Werling de Oliveira (Bangu 8). O empresário é acusado de pagar propinas de mais de R$ 52 milhões a Cabral.