Metrô, o filho bonito: Neto entra na disputa da paternidade com Rui

    Enquanto isso, o governador alardeia que a obra é do tamanho G do governo

    Frase da vez

    “Os homens quando não são forçados a lutar por necessidade, lutam por ambição

    Maquiavel, diplomata e historiador italiano, tido como o pai da ciência política (1469-1527)

    Foto: Valter Pontes/Divulgação Secom
    Foto: Valter Pontes/Divulgação Secom

     

    A presença do ministro das Cidades, Bruno Araújo, durante visita às obras do metrô de Salvador, acompanhado de ACM Neto, é o mais novo (e ousado) round da briga política baiana, com a oposição querendo desbancar Rui Costa do governo em 2018.

    O metrô foi gestado no governo Wagner com Lula-Dilma ainda presidentes.

    Aliás, Wagner até reforça que na época da licitação da Parceria Público-Privada (PPP) recusou a proposta da dupla Odebrecht e OAS de aumentar o preço da obra em R$ 1 bilhão. E Rui ostenta a propaganda que a obra é do tamanho G do governo.

    A oposição diz que Neto fez tanto ou mais, porque só de renúncia fiscal perde R$ 2,5 bilhões ao longo de dez anos, sem falar que só com o repasse da  Companhia de Transportes de Salvador (CTS) para o estado, Salvador abriu mão de R$ 855 milhões. Em síntese, Neto ataca na obra cuja paternidade é atribuída ao governo que mais lhe incomoda.

    Rui foi convidado para a visita desta quinta-feira (9), mas avisou que tinha outro compromisso.

    Leão manso

    Ao chegar ao trem que conduzia Neto e o ministro Bruno Araújo, João Leão, o vice-governador, sentou em uma das cadeiras vermelhas dizendo:

    — Senta que o leão é manso.

    Aconselharam ele a mudar para uma cadeira azul, a das prioridades. E Neto perguntou:

    — Você está com 50 e quantos, Leão?

    E ele:

    — 71.