Políticos traçam cronograma para sobreviver à lista de Janot

    Os parlamentares e ministros preveem três ou quatro meses de agonia com a divulgação do teor das delações

    Foto: Valter Campanato/ ABr

    Os parlamentares e ministros que estão na nova lista do procurador-geral da República (PGR), Rodrigo Janot, traçam um cronograma para tentar sobreviver à fase mais crítica da Operação Lava Jato. De acordo com a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, preveem três ou quatro meses de agonia com a divulgação do teor das delações.

    Depois, segundo os políticos, haverá uma pausa para que as investigações possam evoluir. Em junho ou julho, colocarão em marcha votações como a da reforma da Previdência e projetos gestados para minar o poder de fogo da força-tarefa.

    Políticos menos otimistas dizem que o governo deve considerar o fato de que as delações virão à tona em meio a protestos contra a reforma da Previdência, contra a anistia do caixa dois e antes de a economia se firmar totalmente.

    Ainda segundo a coluna, em conversa recente com integrantes da força-tarefa, um dos delatores da Lava Jato advertiu que a desarticulação política vista nos bastidores do governo Dilma não se repetirá.