Cineasta Victoria Vic indica 2 filmes em que a relação diretor/ator dá a tônica

    Em processo de finalização de seu primeiro longa-metragem, "Astracã", ela recomendou obras lançadas na década de 1990: uma no início outra no fim

    Foto: Divulgação

    A cineasta paulistana Victoria Vic está em processo de finalização de seu primeiro longa-metragem, “Astracã”, filmado em Barra do Una da Jureia, Cananeia e Ilha Comprida e onde a relação som-imagem é uma história em si mesma. “O que se passa durante o tempo do filme é uma disputa, no melhor dos sentidos, entre a imagem como registro imparcial e o som – sua perturbação – que evidencia a perda de controle dos personagens dentro da trama”, diz Vic, que trabalhou com um elenco de não-atores.

    Apesar disso, ou por isso mesmo, os filmes que ela seleciona como especialmente marcantes em sua vida e que recomenda aos leitores da coluna #QuemIndica foram escolhidos tendo em vista a relação ator/diretor. São eles “Os Amantes de Ponte-Neuf” (1991) e “Mein liebster Feind” (1999). “Incrível Denis Lavant e Leos Carax. Incrível Werner Herzog e Klaus Kinski”, destaca Vic.

    les amants du pont-neuf

     

    Na Pont-Neuf, a mais antiga de Paris, Alex (Denis Lavant) é um performer de circo viciado em álcool e sedativos que se relaciona com Michele (Juliette Binoch), uma pintora que está perdendo a visão graças a uma doença. Um estudo sobre o amor e a necessidade.

    Já “Mein liebster Feind (Meu melhor Inimigo)” é um documentário alemão em que o diretor Werner Herzog revive sua relação profissional com o ator Klaus Kinski, com o qual realizou cinco filmes.