Prefeito de Recife admite boa relação com Neto, mas evita associar PSB

    Geraldo Júlio participou de ato de descerramento de placa alusiva aos 200 anos da Revolução Republicana, que homenageia o Padre Roma, um dos líderes do movimento

    Foto: Rodrigo Aguiar/ bahia.ba

    Presente ao ato de descerramento da placa alusiva aos 200 anos da Revolução Republicana, que homenageia o Padre Roma, pernambucano e um dos líderes do movimento, nesta quarta-feira (29), no bairro de Nazaré, em Salvador, o prefeito de Recife, Geraldo Júlio, evitou associar a imagem do seu partido, o PSB, ao governo do presidente Michel Temer (PMDB), ao adotar um tom “colaborativo”.

    O partido ocupa o Ministério das Minas e Energia, com Fernando Coelho Filho, filho de Fernando Bezerra, ex-titular da Integração Nacional na gestão de Dilma Rousseff e ex-deputado pernambucano, e encontra pontos de resistência internamente, como a senadora e presidente da sigla na Bahia, Lídice da Mata, que defende o rompimento com o Planalto.

    “O Brasil passa por um momento muito desafiador. O povo está pagando um preço muito alto por tudo o que está acontecendo. É um momento de as pessoas terem muito equilíbrio, procurarem se unir para resolver os problemas e pensar no futuro do país. […] A nossa disposição é essa: sempre de diálogo, sempre de muito equilíbrio, sem nenhum tipo de extremismo, para que a gente possa ajudar o país nesse momento”, afirmou o socialista, em entrevista ao bahia.ba, ao pontuar os “mais de 12 milhões de desempregados” do país.

    Sobre a possibilidade de a legenda apoiar a gestão de ACM Neto na capital baiana, Geraldo Júlio afirmou que mantém boa relação com o prefeito, mas também preferiu não mexer em vespeiro.

    “Essa questão envolve o PSB local, quem pode se manifestar sobre ela é o diretório municipal, estadual, enfim, as pessoas que tocam o PSB aqui. Eu respeito muito a posição de cada um. Eu tenho uma relação com o prefeito ACM Neto muito positiva, de muita parceria, a gente troca muitas informações, porque, nesse momento, os prefeitos são muito desafiados. […] As questões partidárias são tratadas pelas instâncias próprias e aqui a gente tem uma instância partidária histórica, líderes importantes, que tocam o PSB aqui na Bahia”, disse.